Assim que o laudo confirma a endometriose, quase sempre vem a mesma pergunta: "vou precisar de cirurgia?". É uma reação natural, mas a resposta não é tão simples quanto parece. Nem toda mulher com o diagnóstico precisa passar pela sala de cirurgia, e entender por que ajuda a tirar um peso enorme dos ombros de quem acabou de descobrir a doença.

A endometriose acontece quando um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro cresce fora dele, grudando em outros órgãos da pelve. Mas o tamanho dessas lesões, os sintomas que elas causam e como o corpo responde aos tratamentos já tentados variam muito de mulher para mulher. É essa variação que define o próximo passo: para muitas, o tratamento clínico já é suficiente.

Para outras, a cirurgia se torna necessária. Quando o tratamento clínico resolve As diretrizes internacionais mais recentes sobre a doença, atualizadas em 2022 pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), mudaram a forma como os médicos pensam o primeiro passo do tratamento. Hoje, remédios hormonais, como pílulas anticoncepcionais e progestágenos, passaram a ser indicados como primeira opção para controlar a dor, antes mesmo de se cogitar a cirurgia.

A própria laparoscopia, antes usada quase como exame de rotina para confirmar o diagnóstico, hoje fica reservada para quando os exames de imagem não mostram nada, mas os sintomas continuam incomodando mesmo com o tratamento em curso.

Quando a cirurgia entra no caminho A cirurgia volta a ser considerada em situações mais específicas: quando a dor não melhora com os remédios, quando a doença invade órgãos como intestino ou bexiga e compromete o funcionamento deles, ou quando a mulher tenta engravidar e não consegue por causa das lesões. Em cada uma dessas situações, o objetivo também muda: aliviar a dor, preservar a função de um órgão ou aumentar a chance de gravidez.

"Nesses cenários, quando o tratamento clínico não controla os sintomas ou há risco de suboclusão intestinal, a intervenção cirúrgica torna-se indispensável", explica Tiago Castilho, cirurgião oncológico com atuação em cirurgia ginecológica e cirurgia de endometriose profunda, sobre os casos em que a doença compromete o intestino.

Por que a decisão não pode ser igual para todo mundo Além do tipo e da localização da lesão, entram na conta a idade da paciente, o desejo de engravidar e a própria experiência de cada mulher com a dor. É por isso que duas pacientes com o mesmo grau de endometriose podem receber indicações diferentes: uma segue em acompanhamento clínico, outra é encaminhada para cirurgia.

Um exemplo é o inchaço abdominal que aparece na menstruação: quando está ligado à endometriose, muitas vezes é tratado junto com o restante dos sintomas, sem que isso signifique, sozinho, indicação de cirurgia. Para entender melhor esse quadro, vale a leitura do artigo sobre barriga inchada, alimentação, intestino e endometriose. Investigação e cuidado especializado Nem toda mulher com endometriose precisa ser operada.

Uma boa decisão cirúrgica começa, na verdade, pela definição de quem realmente se beneficia do procedimento. Há mais de 10 anos atendendo e operando pacientes com endometriose, Tiago Castilho avalia individualmente a indicação e o planejamento de cada caso. Quando a cirurgia é necessária, sua experiência em videocirurgia e cirurgia robótica permite o uso de técnicas minimamente invasivas, enquanto o Cuidado 360º estrutura a preparação e a recuperação.

Para mais informações ou agendamento de consulta, entre em contato pelo telefone (44) 99169-8161. Tiago Castilho é Cirurgião Oncológico com atuação em Cirurgia Ginecológica e Cirurgia de Endometriose Profunda, mestre e doutor na área, com mais de 10 anos de experiência no tratamento cirúrgico da doença. CRM-PR 22590 | RQE 2911 | RQE 844.