Energia elétrica em MT Agência Brasil O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou uma nova alta de 0,70% em setembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem acima das projeções do mercado, que esperavam um aumento em torno de 0,53%, segundo a Reuters, e representa uma aceleração em comparação ao mês anterior, quando o indicador caiu 0,40%.
Com isso, o IPCA-15 passou a acumular um avanço de 3,82% no ano e de 4,47% em 12 meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O resultado foi puxado principalmente pelo grupo Habitação, que registrou alta de 2,07% no mês.
A número veio puxado pelo aumento nos preços da energia elétrica residencial, que subiram 7,42% em setembro com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu e o retorno dos preços sem desconto das tarifas nas contas de luz. (entenda mais abaixo) Todos os demais grupos avaliados pelo índice também registraram alta no mês.
Agora no g1 Veja abaixo a variação dos grupos em setembro Alimentação e bebidas: 0,40%; Habitação: 2,07%; Artigos de residência: 0,55%; Vestuário: 0,41%; Transportes: 0,60%; Saúde e cuidados pessoais: 0,13%; Despesas pessoais: 0,96%; Educação: 0,03%; Comunicação: 0,54% Fim dos descontos na conta de luz O avanço no grupo Habitação veio principalmente da energia elétrica residencial que registrou um avanço de 7,42% em setembro, após uma queda de 6,25% no mês anterior.
A alta nos preços acontece por conta da reversão do Bônus de Itaipu e o consequente fim dos descontos das tarifas nas contas de luz. 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz. A vigência da bandeira tarifária amarela também se manteve em setembro, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
O IBGE também informou que as tarifas foram reduzidas em 6,65% em Fortaleza a partir de 26 de agosto, "em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)." Entre os demais itens do grupo Habitação, o gás encanado (0,92%) também teve reajustes em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%), ambos contabilizados a partir de 1º de agosto.
Já a taxa de água e esgoto (0,03%) subiu puxada pelo aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador a partir de 20 de julho. Gasolina, alimentos e passagens aéreas estão mais caros Outro destaque ficou com o grupo Transportes, que subiu 0,60% no período e marcou a terceira maior alta do índice no mês, atrás de Habitação e Despesas Pessoais (0,96%) — esse último influenciado pelo aumento de 14% do subitem cigarro a partir de 1º de agosto.
Nesse caso, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de 9,82% nos preços das passagens aéreas no mês. A alta dos combustíveis (0,22%) também ajudou a impulsionar o grupo, com destaque para o avanço nos preços do gás veicular (1,56%) e da gasolina (0,30%). O óleo diesel e o etanol apresentaram quedas de 0,78% e 0,22%, respectivamente.
Já no grupo Alimentação e Bebidas (0,40%), o avanço foi puxado tanto pelos alimentos consumidos em casa (0,38%) quanto pela alimentação fora do domicílio (0,44%). Entre os alimentos consumidos no lar, o destaque ficou com: 🍅 tomate (20,76%); 🍚 arroz (2,39%); e 🥩carnes (1,30%). Já na alimentação fora do domicílio, o destaque ficou com o item refeição, que passou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro.
Já o lanche registrou uma desaceleração na mesma base de comparação, de 0,75% para 0,44%.
