Bienal do Livro notifica editora após homem mascarado beijar jovens em estande Reprodução/X A Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a Editora Fruto Proibido após tomar conhecimento de uma ação com homens mascarados realizada dentro do estande da editora de dark romance, durante a 28ª edição do evento, realizada entre sexta-feira (4) e domingo (6), na capital paulista.

🔎 O dark romance é um subgênero da literatura que explora romances densos e psicológicos, marcados por obsessão, anti-heróis e temas tabus como o crime. Fenômeno nas redes sociais, as obras rompem com o formato tradicional do gênero e trazem alertas de gatilho devido ao conteúdo explícito e dramático. Em nota, a organização esclareceu que o episódio não fazia parte da programação da Bienal nem de uma ação oficial promovida ou autorizada pelo evento.

A editora também disse que não contratou ninguém para fazer performance no estande (leia mais abaixo). Segundo a Bienal, assim que tomou conhecimento do ocorrido, a editora responsável pelo estande foi prontamente notificada. “A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento”, afirmou a organização.

A Bienal também declarou que não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirmou o compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes.

Ghostface pegou jovem no colo, levantou a máscara e a beijou na 28ª Bienal do Livro de São Paulo Reprodução/X Ghostface na Bienal do Livro de São Paulo deu tapa no rosto de jovem e a agarrou pelo pescoço Reprodução/X Editora diz que não contratou mascarados A Editora Fruto Proibido publicou nos Stories do Instagram, na última terça-feira (8), um comunicado afirmando que não contratou, convidou ou pediu a presença de homens mascarados no estande durante a Bienal.

Segundo a empresa, a equipe não sabia quem eram as pessoas por trás das máscaras. De acordo com a editora, a presença dos mascarados ocorreu de forma espontânea e, inicialmente, foi interpretada como uma interação de descontração com o público. A equipe chegou a fazer fotos e vídeos com os visitantes e com as pessoas mascaradas.

A empresa afirmou que passou a pedir a identificação dos envolvidos depois que percebeu que a situação havia ganhado outra proporção. A Fruto Proibido também declarou que não compactua ou endossa eventuais atitudes atribuídas às pessoas por trás das máscaras e lamentou a repercussão do episódio. A editora disse ainda que pretende reforçar os cuidados durante eventos, com critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas dentro do estande.

Procurada pelo g1, a Fruto Proibido informou que continuará se manifestando apenas através do canal oficial no Instagram. Comunicado editora Fruto Proibido Reprodução/Instagram Comunicado editora Fruto Proibido Reprodução/Instagram