Silas Noronha, prefeito de Pio IX Arquivo Pessoal O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ofereceu denúncia contra o ex-prefeito de Pio IX, Silas Noronha Mota, o sobrinho dele, Samuel Lopes Noronha Mota, e Francisco Liedson Alves Silva, por suposto envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes investigado no município. Além da denúncia, o órgão pediu a prisão preventiva de Silas.
O ex-prefeito foi indiciado em julho pelos crimes de favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de crianças e adolescentes e peculato. O g1 tentou mas ainda não conseguiu contato com a defesa de Silas Noronha. Na denúncia, o Ministério Público também pediu o pagamento de R$ 200 mil por danos morais para cada uma das três vítimas identificadas pela investigação, totalizando R$ 600 mil.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O caso começou a ser investigado em março de 2026, após Francisco Liedson Alves Silva, ex-integrante da campanha de Silas, afirmar à polícia que participou, a pedido do então prefeito, de um esquema de aliciamento de adolescentes. Liedson e Samuel Noronha também foram indiciados. Silas e Samuel chegaram a ser presos durante as investigações, mas posteriormente foram colocados em liberdade.
Na denúncia, o Ministério Público afirmou que adolescentes foram aliciadas para encontros sexuais mediante pagamento. Segundo o órgão, os denunciados teriam participado do esquema em diferentes funções. Ainda conforme o MP, havia uma atuação coordenada que incluía o aliciamento das vítimas, o transporte das adolescentes, a intermediação dos pagamentos e a organização dos encontros.
A denúncia sustenta ainda que essa estrutura teria sido montada para evitar que o ex-prefeito mantivesse contato direto com as adolescentes por mensagens ou ligações. A investigação identificou três vítimas. Uma quarta adolescente, menor de 14 anos, também foi mencionada no inquérito.
Segundo os investigadores, porém, o crime não chegou a ser consumado nesse caso. Prefeito é investigado por contrato público de R$ 5,3 milhões que pode ter relação com esquema A investigação identificou contratos considerados fraudulentos entre a Prefeitura de Pio IX e empresas. Segundo o inquérito, as movimentações financeiras suspeitas somaram mais de R$ 5,3 milhões em 2025.
LEIA MAIS: Prefeito indiciado por exploração sexual é investigado por contrato público de R$ 5,3 milhões que pode ter relação com esquema O documento, no entanto, não informa se todo esse valor teria sido usado no suposto esquema.
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), citado na investigação, aponta que a empresa emitiu notas fiscais referentes ao fornecimento de combustíveis sem possuir registro de capacidade de armazenamento junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o inquérito, essa incompatibilidade técnica é um indicativo de que os combustíveis descritos nas notas fiscais não foram entregues.
Conforme o inquérito, o então gestor teria usado recursos públicos obtidos por meio de empresas de fachada, pessoas interpostas ("laranjas") e contratos simulados para pagar adolescentes citadas na investigação. Além da indenização pedida para as vítimas, o Ministério Público solicitou a fixação de um valor mínimo de R$ 31.773,18 para ressarcimento ao Município de Pio IX. Segundo o órgão, o montante deve ser pago de forma solidária por todos os denunciados.
Caso a Justiça não aceite o pedido de prisão preventiva, o Ministério Público solicitou medidas cautelares alternativas, como o recolhimento domiciliar de Silas durante a noite. O órgão também pediu restrições às atividades exercidas por ele, com limitação de funções relacionadas à gestão pública. Por fim, o Ministério Público pediu a condenação dos denunciados pelos crimes apontados na investigação.
O órgão também solicitou a perda de cargos públicos e a proibição de exercer funções públicas, conforme previsto na legislação. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
