Mulher de Santa Vitória relata cárcere privado após resgate em Goiás A mulher de 28 anos, natural de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, que foi mantida em cárcere privado pelo namorado, de 26 anos, em Quirinópolis (GO), conseguiu convencê-lo a levá-la até um supermercado. A ida ao comércio fazia parte do plano de resgate combinado com uma escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais. A policial entrou em contato com a vítima fingindo ser uma vendedora de semijoias após receber uma denúncia anônima.
Durante a conversa, as duas combinaram uma forma segura de comunicação. A vítima avisaria quando estivesse em um local onde a polícia pudesse prender o suspeito e resgatá-la. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Vítima simulou dor de barriga para planejar prisão Para planejar o resgate sem que o homem desconfiasse, a mulher fingiu estar com dor de barriga para se afastar dele e conversar com a escrivã pelo celular.
Assim, ela confirmou a situação de cárcere e combinou o momento para acionar a polícia. Já no supermercado, ela se escondeu no banheiro com a filha de dois anos e enviou a localização à policial. A informação foi repassada a uma equipe da Polícia Militar de Goiás, que foi até a loja.
Homem preso no supermercado O homem foi abordado pelos militares e negou as acusações. A vítima, no entanto, confirmou que havia sido mantida contra a vontade e manifestou interesse em prosseguir com a denúncia. Ela também pediu medidas protetivas de urgência.
Os dois foram encaminhados para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher. O homem foi preso em flagrante por violência doméstica. Segundo a Polícia Militar (PM), ele já tinha passagem criminal por homicídio.
Após prestar depoimento, a mulher e a filha foram para a casa de familiares. Plano começou com contato disfarçado A estratégia que terminou com a prisão começou após uma denúncia anônima recebida pela Polícia Civil. A informação era de que a mulher estaria sendo mantida em cárcere na zona rural de Quirinópolis.
Para confirmar o relato sem colocar a vítima em risco, uma escrivã da Polícia Civil entrou em contato com ela se passando por uma vendedora de semijoias. Durante a ligação, a policial mostrou produtos e intercalou a conversa com perguntas que poderiam ser respondidas apenas com “sim” ou “não”. Assim, conseguiu confirmar que a mulher estava em situação de cárcere e que o companheiro estava próximo.
Conversa entre escrivã da PC e vítima de violência doméstica Polícia Civil/Divulgação A conversa continuou por mensagens. A vítima avisou que iria para a cidade e que entraria em contato novamente quando conseguisse ficar sozinha. Ela simulou estar com dor de barriga e conseguiu ir ao banheiro.
Escondida, conversou com a escrivã e explicou que tinha medo de que o namorado percebesse o contato. A policial orientou que ela enviasse a localização do supermercado assim que tivesse oportunidade.
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Eles se conheceram pelas redes sociais e, depois de algumas visitas, passaram a morar juntos na zona rural de Goiás. A mulher contou que as brigas entre os dois eram frequentes e que havia manifestado o desejo de voltar para Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. Inicialmente, o companheiro teria concordado em levá-la de volta para Minas Gerais.
No entanto, no dia combinado para a viagem, houve uma nova discussão. Segundo a vítima, ela foi trancada em um quarto com a filha de dois anos. Ela também relatou ter sido agredida e ameaçada de morte.
Ainda segundo a mulher, o homem espalhou os pertences dela pelo chão. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo
