Bebê de 3 meses que levou soco do pai continua na UTI O bebê de três meses que sofreu um traumatismo craniano após levar um soco durante uma discussão familiar na Serra, na Grande Vitória, continua internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Infantil de Vitória. A criança e a mãe foram agredidas no final de agosto, e o pai é apontado como principal suspeito. A mãe do bebê contou que o filho "chegou praticamente morto" ao hospital.

Durante a internação, o menino ficou intubado por cinco dias, passou outro período sedado, sofreu alto risco de vida e teve uma infecção na garganta. Além disso, ainda segundo a mulher, há risco de sequelas permanentes devido ao impacto. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Volto para casa só para ver minha filha.

Ao mesmo tempo que não quero sair daqui [do hospital], não quero sair de lá. Estou dividida. Minha família está me ajudando muito e estou fazendo acompanhamento psicológico", contou a mulher.

Segundo a mulher, o companheiro desapareceu logo após a agressão. Ela também afirmou que, em mais de 30 dias de internação, ninguém da família paterna do bebê visitou ou ligou para saber do estado de saúde da criança, que completou três meses de idade no hospital. No Tribunal de Justiça do Espírito Santo, o homem já responde a vários processos por violência contra a mulher, descumprimento de medida protetiva, roubo e tráfico de drogas.

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação. Mais detalhes não foram repassados para preservar o andamento das apurações. O nome do suspeito não foi divulgado para proteger as identidades das vítimas.

Relacionamento conturbado A mãe, que tem 21 anos de idade, contou que só conseguiu perceber a gravidade das agressões que sofreu durante o período em que acompanhou o filho no hospital. Ela também afirmou que, com o fim do relacionamento, não tem para onde ir. Todos os pertences dela foram guardados no quintal de uma familiar.

A jovem relembrou que o casal começou a se relacionar quando tinha apenas 12 anos de idade. O homem, que atualmente tem 28 anos, já era maior nessa época. Mesmo assim, ela engravidou pela primeira vez aos 13 anos e deu à luz no ano seguinte.

Hoje eles têm três filhos, sendo um menino de 7 anos de idade, uma menina de 1 ano e seis meses e o bebê. O filho mais velho tem deficiência e mora com os avós maternos, já a menina e o menino mais novos viviam com os pais. De acordo com o Código Penal Brasileiro, se houvesse uma denúncia na época, o caso poderia ser considerado estupro de vulnerável.

Isso ocorre porque ela era menor de 14 anos, "independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime", conforme o artigo 217A do Decreto-lei nº 2.848. Ao longo dos anos, a mulher também sofreu muitos episódios de violência e diversos boletins de ocorrência foram registrados. "Já sofria violência há muito tempo.

Ele já chegou a me bater com minha outra filha no colo. Tenho uma medida protetiva contra ele e minha filha também tem. Já era frequente", contou.

Relembre o caso Bebê que levou soco e sofreu traumatismo craniano continua na UTI um mês após agressão no ES TV Gazeta O bebê de dois meses foi internado em estado grave na UTI do Hospital Infantil de Vitória, com suspeita de traumatismo craniano, após uma confusão familiar terminar em agressões no bairro Nova Carapina 2, no dia 27 de agosto. Segundo a mãe da criança relatou à Polícia Militar na data do crime, ela estava com o bebê no colo quando começou a ser agredida pelo homem e um dos golpes atingiu o menino.

Já os avós paternos disseram que a criança estava no colo da mãe quando o bebê bateu a cabeça na porta durante a briga entre os pais. "Foi ele [o companheiro] quem atingiu meu filho. Quando a mãe dele chegou, tirou ele de cima de mim, porque ele estava com uma faca na minha testa e eu gritando que ele tinha acertado o neném", relembrou a mãe.

A Polícia Militar foi acionada por funcionários do hospital depois que mãe e filho deram entrada na unidade. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher contou que havia ido com o companheiro à casa dos pais dele, onde os dois consumiram bebida alcoólica. Depois, eles voltaram para casa, onde moram com os filhos.

Ainda conforme o relato da mulher à polícia, a discussão começou depois que o companheiro não gostou da forma como ela repreendeu a filha de um ano e seis meses. Ela afirmou que o homem passou a agredi-la e que, durante a violência, atingiu o bebê com um soco. Segundo a mãe, a criança ficou desacordada e ela saiu para a rua em busca de ajuda.

A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo sogro e pela sogra e acabou sendo acolhida por um morador do bairro, que chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Família do homem contesta versão A família do homem apontado pela mulher como agressor contestou o relato na data em que tudo aconteceu. O pai dele, avô do bebê, negou que o filho tenha agredido a criança e também afirmou que não agrediu a nora.

Segundo o homem, ele e a esposa tentaram intervir na situação porque acreditavam que as crianças poderiam ser machucadas. Na época, em entrevista à reportagem, o avô afirmou que a mulher teria agredido a filha e que, durante a confusão, bateu a cabeça do bebê em uma porta. “Eu vi eles brigarem e ela queria espancar a menina.

Meu filho tirou a menina dela e a gente foi socorrer porque ela estava espancando a criança. Minha esposa chegou, ela virou e bateu a cabecinha dele na porta. Ela bateu a cabecinha dele na porta sem querer”, afirmou.

O avô também negou que a família quisesse retirar a criança da mãe e disse ser contra a violência contra mulheres. "Em momento nenhum a gente quer tomar criança de ninguém. Nós não somos de agressão.

Somos contra a agressão, principalmente contra a mulher", disse. Hospital infantil de Vitória no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo