Senado aprova incentivo a terras raras O Brasil terá, na próxima semana, os primeiros “resultados concretos” da nova lei sobre minerais críticos e estratégicos, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele afirmou nesta quarta-feira (16) que serão anunciados investimentos de empresas no país para o refino e o processamento desses minerais. A declaração foi feita durante a cerimônia de sanção da regulamentação da nova lei.

A votação do texto no Congresso foi concluída no início deste mês, e o texto está sendo sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova legislação entra em vigor em um momento de disputa entre governos e empresas de todo o mundo pelo acesso a minerais estratégicos, como lítio, terras raras, níquel, grafite e cobre. O Brasil tem reservas relevantes de diferentes minerais, mas ainda depende de mudanças nas regras para estimular investimentos no setor.

Entre os desafios está ampliar o mapeamento de áreas do país que ainda não são conhecidas. O que são terras raras e minerais críticos? As chamadas terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos.

🔎 Apesar do nome, elas não são exatamente raras: estão espalhadas pelo mundo, mas geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora. Já as terras raras fazem parte de um grupo mais amplo conhecido como minerais críticos. Entre eles estão lítio, cobalto, níquel e grafite, usados em baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.

Como terras raras e minerais críticos são usados? Os minerais críticos que compõem as terras raras são considerados estratégicos porque viabilizam inovações tecnológicas e o uso de energias renováveis, além de terem importância crescente em um cenário de disputa pelo fornecimento desses recursos. Praticamente todas as grandes inovações da atualidade dependem de minerais críticos.

Por isso, as maiores potências do mundo têm se movimentado para garantir acesso a esses recursos. O principal uso desses elementos é na fabricação de ímãs permanentes, que são potentes e duráveis. Eles permitem produzir equipamentos menores e mais leves, o que é essencial para motores de veículos elétricos e para uma série de produtos modernos, como smartphones, televisores, câmeras digitais, LEDs e turbinas eólicas.

Eles também são fundamentais para a indústria de defesa. Estão presentes em aviões de caça, submarinos, sistemas de mísseis guiados e equipamentos com telêmetro a laser. *Com informações da Reuters Pesquisadores da UFRR estudam terras raras em Caracaraí, no Sul de Roraima.

Yara Ramalho/g1 RR