Michelle Bolsonaro vota em Brasília neste domingo REUTERS/Diego Herculano A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi eleita ao Senado pelo Distrito Federal neste domingo (4), com 932.875 votos, até a última atualização desta reportagem. O mandato vai até Com o resultado, Michelle Bolsonaro se torna a senadora mais votada na história da capital e ultrapassa até o número de votos obtidos, até o momento, pela candidata à reeleição do governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Desde a primeira prisão de Jair Bolsonaro, em 22 de novembro de 2025, Michelle passou a ter que dividir a agenda política com os cuidados do marido, que enfrenta diversos problemas de saúde. O compromisso se tornou ainda mais intensivo desde 24 de março, quando Bolsonaro teve a prisão domiciliar humanitária autorizada. Desde então, Michelle é a única adulta autorizada a morar com Bolsonaro e cuidar das medicações e refeições do político.
Michelle é a primeira, entre as primeiras-damas da história do Brasil, a ser eleita para um mandato. Eleições no DF: Michelle Bolsonaro (PL) vota no Lago Sul Histórico Até a votação deste domingo, Cristovam Buarque era o senador mais votado pelo DF, quando foi eleito pelo PDT em 2010. À época, ele teve 833.480 votos.
Logo em seguida, aparece Reguffe com 826.576 votos, quando foi eleito em 2014. De primeira-dama a líder da direita Natural de Ceilândia, região administrativa mais populosa da capital federal, Michelle passou de uma primeira-dama discreta no início do governo Jair Bolsonaro, em 2019, para se tornar a principal voz feminina no PL.
Ao longo dos últimos anos, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) condenado e preso pela trama golpista e impedido de disputar eleições, Michelle chegou a ser cogitada como uma possível candidata à Presidência. Após se engajar na campanha de Bolsonaro em 2022, em busca do voto feminino e evangélico, Michelle assumiu a presidência nacional do PL Mulher – divisão do partido voltada às mulheres filiadas. Desde então, passou a se mobilizar pela participação de mulheres de direita na política.
Antes, ainda como primeira-dama, se notabilizou pela defesa de causas sociais, como a das pessoas surdas e mudas. Recentemente sua atuação na política interna do PL gerou desgastes com a articulação nacional do partido no Ceará, principalmente com seu enteado e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em junho, Michelle deixou a presidência do PL Mulher em razão de "tensões" decorrentes da prisão de Jair Bolsonaro e "alterações de saúde" e avaliou a saída do partido.
Veja abaixo: Michelle não crava candidatura e diz que prioridade é cuidar de Bolsonaro Biografia Evangélica, Michelle Bolsonaro cresceu em família católica e se converteu ainda na adolescência. No Rio de Janeiro, ela frequenta a Igreja Batista Atitude, onde se dedicou a trabalhos sociais. Antes disso, frequentou a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do Pastor Silas Malafaia que celebrou o casamento com o então deputado Jair Messias Bolsonaro em 2013.
Sua relação com Jair Bolsonaro começou em 2007, na Câmara dos Deputados em Brasília, quando ela era secretária parlamentar. Em pouco tempo, foi convidada a trabalhar com Bolsonaro na mesma função, mas em seu gabinete. Em 2008 foi exonerada após decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o nepotismo na administração pública.
Durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, ela chegou a ser apontada como destinatária das joias, presenteadas pela Arábia Saudita, no inquérito sobre a suposta apropriação e venda ilegal de itens que faziam parte do acervo presidencial. A Polícia Federal não indiciou Michelle, diante da ausência de provas de que ela tinha conhecimento sobre as negociações. Michelle Bolsonaro ironiza investigação sobre as joias e diz que vai lançar ‘MiJoias’ Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
