Candidatos ao governo de Pernambuco participam de debate da Rádio Cidade, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco Reprodução/YouTube Faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições, o primeiro debate com os candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 foi realizado nesta sexta-feira (11) em Caruaru, no Agreste.

Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) trocaram farpas e acusações e apresentaram propostas para melhorar o abastecimento de água, a saúde e a segurança pública no estado. Iniciado às 9h, o debate foi promovido pela Rádio Cidade FM e contou com a participação dos três candidatos com representação no Congresso Nacional de um total de oito postulantes ao governo do estado.

✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ao todo, foram seis blocos: no primeiro, os candidatos se apresentaram; no segundo e quarto, eles se confrontaram diretamente; no terceiro, responderam a perguntas de jornalistas convidados; no quinto, responderam a representantes de organizações de classe; e no sexto, fizeram as considerações finais.

Agora no g1 O momento mais tenso do debate aconteceu no quarto bloco, quando Raquel Lyra usou uma réplica para enfatizar que nunca foi "fura-fila", fazendo referência à mudança do resultado de um concurso público para procurador municipal quando João Campos era prefeito do Recife, o que levou a uma tentativa de abertura de impeachment na Câmara Municipal no início de 2026. "Eu nunca furei fila e fiz como prioridade no governo do estado a maior nomeação de concursados da história de um governo.

Foram mais de 26 mil concursados que foram nomeados, 8 mil na segurança pública, 13 mil na educação e mais de 3 mil profissionais de saúde", respondeu Raquel Lyra. Na tréplica, João Campos chamou de "fura-teto" a adversária, que é procuradora concursada e optou por receber o salário do cargo, em vez do de governadora. O ex-prefeito afirmou que Raquel Lyra recebeu acima do teto constitucional, em referência a "penduricalhos" concedidos à categoria.

"Você sabia que a candidata que declarou um real na sua conta-corrente recebe três vezes mais do que o salário do governador? Que isso tem indícios claros de inconstitucionalidade? Se colocar tudo o que recebeu nesse período, dá mais de R$ 1 milhão de forma inconstitucional, enquanto você está trabalhando, buscando um emprego para poder segurar a sua família", afirmou.

A governadora pediu direito de resposta contra a fala de João Campos, sendo atendida pela equipe jurídica do debate. No entanto, ela não respondeu sobre a acusação de inconstitucionalidade e usou o tempo de 1 minuto para resgatar sua trajetória como concursada na Polícia Federal e como procuradora do estado. Confira, a seguir, como foi o debate, bloco a bloco: Apresentações individuais no primeiro bloco Os candidatos iniciaram o debate se apresentando aos eleitores.

Sorteado para ser o primeiro a falar, Ivan Moraes disse que não é de família de políticos, em referência aos candidatos João Campos e Raquel Lyra, ambos filhos dos ex-governadores Eduardo Campos e João Lyra, respectivamente. "Que bom que eu posso conversar com vocês agora, um cidadão comum, veja que não participava da política, que tinha muita dificuldade de dialogar com pessoas feito esses dois, porque é difícil falar com essa gente", disse.

Segundo a se apresentar, João Campos falou sobre seus mandatos como prefeito do Recife (2021-2026) e disse que fez mais com menos recursos, em indireta à governadora. "Eu pergunto a você se Pernambuco está no ritmo que a gente espera e deseja, se Pernambuco está indo mais rápido do que os estados vizinhos. A gente vê Bahia, Ceará, até Alagoas e Paraíba, conseguindo ultrapassar Pernambuco em indicadores importantes.

Pernambuco precisa ser o líder do Nordeste", afirmou. Por sua vez, Raquel Lyra ressaltou que o debate acontecia na cidade que ela governou (2017-2022) e reforçou os laços com o interior do estado. "[Quero] dizer que esse chão onde eu estou aqui hoje na minha cidade de Caruaru é o chão onde eu me fiz gente.

Conheço de perto a realidade desse povo. Tive a oportunidade de ser prefeita de Caruaru, [fui] deputada por duas vezes, e a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco", declarou. Saúde e combate ao feminicídio no segundo bloco No segundo bloco, os candidatos iniciaram os confrontos diretos.

João Campos perguntou à Raquel Lyra sobre fechamento de leitos hospitalares no estado. "No seu governo, 1.200 leitos de hospitais pernambucanos foram fechados,150 mil cirurgias deixaram de ser realizadas, e dois hospitais foram fechados", declarou o ex-prefeito do Recife. Na resposta, a candidata do PSD criticou a saúde pública municipal do Recife, governada pelo grupo político de João Campos desde 2013.

"Quem ouve o candidato falar pensa que a saúde pública do Recife é uma maravilha. A Policlínica Gouveia de Barros foi fechada há dois anos. A gente está trabalhando de maneira séria, com compromisso e ele falta com a verdade quando fala que a gente não está investindo na saúde, que não começou a trabalhar e que a gente simplesmente fez mais do mesmo", disse.

No confronto entre os candidatos Raquel Lyra e Ivan Moraes, o tema foi desigualdade social. "Nós criamos um programa chamado Mães de Pernambuco para cuidar das mulheres que têm crianças pequenas para colocar mais dinheiro em casa, com 100 mil mães atendidas. A gente conseguiu chegar a mais de 300 cozinhas comunitárias e 100 cozinhas solidárias, saciando a fome de quem tem fome", disse a candidata.

Ivan Moraes elogiou a iniciativa da Cozinha Solidária, mas destacou que o projeto é do Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, seu correligionário do PSOL. "Eu acredito que a Cozinha Solidária até é um bom exemplo do seu governo, e é bom lembrar que veio de uma política do meu partido, do PSOL, né?

Isso é uma proposta inclusive do Guilherme Boulos, que já é um projeto nacional que conta com recursos do governo Lula e que bom que é esse recurso que vem do governo federal está sendo utilizado. Agora ainda é pouco", ressaltou. No momento seguinte, o candidato Ivan Moraes perguntou a João Campos sobre medidas para enfrentar o aumento dos feminicídios no estado."Nós vamos cuidar de quem precisa.

É por isso, inclusive que, no primeiro mês do nosso governo, nós vamos fazer a aquisição de mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas para colocar à disposição da Justiça do Estado para qualquer agressor de mulher do Estado", prometeu o candidato do PSB.

Ivan Moraes afirmou que o debate contra a violência precisa ser feito em conjunto com o movimento feminista e questionou o adversário sobre o ensino de políticas de gênero nas escolas da rede estadual de ensino: "Se tu for eleito, eu espero que não, porque eu espero que eu seja eleito, tu vai ter educação sobre gênero nas escolas do Recife de Pernambuco todo?". João Campos não respondeu sobre isso.

'Gabinete do ódio' e abastecimento no terceiro bloco Jornalistas convidados pela Rádio Cidade fizeram perguntas sobre temas diversos no terceiro bloco do debate. A jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco, lembrou do suposto "gabinete do ódio" e questionou se os candidatos conseguiriam fazer uma campanha sem acusações pessoais.

Ivan Moraes foi sorteado a responder e disse que acredita numa "política diferente", além de criticar a diferença de recursos entre as candidaturas e citar a pressão exercida sobre funcionários de cargos comissionados para participarem das campanhas eleitorais. O segundo jornalista a fazer perguntas foi Américo Rodrigo, do Blog Cenário, que perguntou a João Campos sobre a promessa do candidato de vender um avião e dois helicópteros para poder cumprir a proposta de garantir isenção das motos de até 180 cilindradas.

Na resposta, o ex-prefeito do Recife disse que "sabe fazer" e que a isenção vai ajudar os trabalhadores mais pobres, mas não indicou de onde viria a totalidade de recursos para aplicar a proposta. Em resposta ao comunicador Edenildo Gonçalves, da Rádio Grande Serra, Raquel Lyra falou sobre abastecimento de água. A candidata defendeu o projeto da Adutora de Negreiros, no Sertão do Araripe, e prometeu acabar com o rodízio de água na cidade de Ouricuri e em Salgueiro, ambas localizadas na mesma região do estado.

Na segunda rodada de pergunta de jornalistas, João Campos respondeu a Nill Junior, da Rádio Pajeú, sobre a concessão de parte dos serviços d a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para a iniciativa privada. "O modelo de concessão da Compesa teve erros muito graves. Dentre eles, colocaram outorga, que é um valor pago pela venda daquele serviço.

O que é que significa enquanto um milhão de pernambucanos estão sem água e sem saneamento, o estado recebeu quatro bilhões de reais pelo simples fato de da companhia vender para um serviço privado", disse. Na sequência, a jornalista Nia Gonçalves, da Rádio Grande Rio, perguntou a Raquel Lyra sobre o Canal do Sertão e a segurança hídrica para levar água do Rio São Francisco à região do Sertão do Araripe. "Estamos fazendo barragens que estavam prometidas há anos.

A de Serra Azul foi entregue em 2018. A gente fez a (adutora) de Panelas, de (Lagos dos) Gatos, a de Garapeba e a de Barra de Guabiraba. Estou esperando a autorização do presidente Lula para sair o projeto e para poder ir para obra de construção física e o canal do Sertão para o Araripe", prometeu.

Laís Florêncio, da Rádio Cidade, perguntou para Ivan Moraes sobre o problema do vazamento de tubulações em Caruaru. "Não faz nenhum sentido privatizar a água. Lá em 2013, quando o governo do PSB começou esse processo de privatização da água, foi feita uma concessão para uma empresa que já mudou de nome.

Não sei quantas vezes e que agora se chama BRK. Gastamos R$ 1 bilhão com a promessa do saneamento universal na Região Metropolitana do Recife, chegando até Goiana. Passados mais de 10 anos, esse avanço não chegou a 10%", contou.

Embate e polêmicas no quarto bloco Foi no quarto bloco que aconteceu o momento de maior embate e polêmicas do debate. Ivan Moraes disse a Raquel Lyra que ia tentar tirá-la "de cima do muro" ao questionar o que ela achava do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A governadora, que tem se mantido neutra no embate entre petistas e bolsonaristas, desconversou: "Eu quero ser governadora de Pernambuco de novo para continuar garantindo a construção das pontes necessárias para trazer o dinheiro para cá, para mudar a vida do povo para melhor e para que cada pernambucano possa ter direito a ser feliz no seu chão". Na réplica, Ivan Moraes ironizou a candidata e criticou a falta de posicionamento diante da gestão de Bolsonaro e lembrou o período da pandemia da Covid-19.

"Eu pedi uma opinião de uma gestora pública que foi prefeita de uma cidade importantíssima para o nosso estado durante um período em que a gente foi governado por um presidente fascista, um presidente que deixou 33 milhões de pessoas com fome, um presidente que negou vacina", disse. Em sua tréplica, Raquel Lyra fez uma crítica velada ao ex-governador Paulo Câmara.

"Eu digo para você que o governo do PSB anterior ao nosso, ele brigou com três presidentes da República, brigou com o Lula, com Temer, com o Bolsonaro e com Dilma. E aí não é uma questão de ideologia. É uma questão de compreender que não se constrói pontes", completou a governadora.

Na sequência, João Campos perguntou a Ivan Moraes sobre a falta de entrega de escolas técnicas na atual gestão estadual. Na resposta, o candidato do PSOL citou a falta de concursos públicos no estado desde gestões anteriores. "João, vê mesmo no que deu os governos de vocês deixarem de lado o concurso público e começarem a colocar o nosso funcionalismo na seleção simplificada, né?

Isso não começou agora. Isso começou em governos anteriores do PSB", rebateu. O ex-prefeito do Recife aproveitou a réplica para retomar as críticas ao governo Raquel Lyra.

"A governadora errou porque, ao invés de contratar os mil professores que foram concursados e que estão prontos para começar a dar aula, começou a fazer 'corpo mole', inclusive tendo o Tribunal de Contas da União mandado contratar mais professores e continua sem contratar", afirmou. Em seguida, Raquel Lyra perguntou a João Campos a opinião do candidato sobre concursos públicos. O ex-prefeito respondeu criticando a gestão da governadora.

"Como é que tem mais de 1.500 professores demitidos na véspera de um Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] por uma incapacidade do governo de fazer uma gestão básica? Isso não é justo com quem vai fazer o Enem, com quem está estudando em sala de aula. Faltou capacidade de gestão.

Isso é inadmissível", disse. Segurança e meio ambiente no quinto bloco No penúltimo bloco do debate, os candidatos responderam a perguntas de representantes de associações de classe. Entre os temas abordados, meio ambiente, segurança para os comerciantes, condições para investimento e câmera de videomonitoramento.

Ivan Moraes defendeu maior fortalecimento das políticas no bioma Caatinga. "A Caatinga absorve 40% do carbono do Brasil, é um bioma imprescindível para a nossa sobrevivência humana no planeta. Então o meu governo vai investir em oportunidades para chamar de economia verde, para que cuidar da Caatinga possa gerar recurso.

No meu governo, a gente vai deixar de pagar caro para enterrar o que tem valor. Meu governo vai ter uma política de lixo zero", prometeu. João Campos prometeu reforçar o policiamento e garantir mais segurança a comerciantes e consumidores.

"Nós vamos lançar uma ação específica para áreas de comércio, onde a gente vai conseguir integrar as câmaras de segurança dos comércios com a nossa central de operações, que será construída no Recife para a gente compartilhar com a polícia essas imagens. [...] A SDS solicitou a prefeitura do Recife que compartilhasse as imagens da Câmara do Recife, porque a gente tinha uma gestão que funcionava", declarou. Raquel Lyra falou sobre as condições de investimento no estado.

"É importante dizer que relatório do Banco Mundial de 2021 colocava Pernambuco como o pior estado para empreender do Brasil. Falta de segurança jurídica, estabilidade um governo que olhava para os empresários e comerciantes como adversários do crescimento de Pernambuco. A gente fez exatamente o contrário.

O maior programa de regularização de empresas da história trouxemos as pessoas da informalidade e garantimos a ela o direito de poder voltar a negociar", disse. Considerações finais No sexto e último bloco, cada candidato teve dois minutos para as considerações finais, que segue abaixo na íntegra, conforme a ordem sorteada no debate: João Campos (PSB): "Primeiro, eu gostaria de agradecer a você que está acompanhando esse debate. Eu vim aqui para falar do futuro de Pernambuco, falar de propostas.

Inclusive, fui o único candidato que não trouxe aqui o adesivo do número, porque é mais importante do que pedir o voto é mostrar o que nós faremos pelo futuro das pessoas que moram em Pernambuco e no nosso estado. Eu estou aqui muito animado. Tive a oportunidade de governar o Recife por cinco anos e três meses.

Nesse momento, nós colocamos o Recife como líder da nossa região, a cidade que mais abriu vagas de creches, que construiu centros TEA, que fez mais de seis mil obras na área de morro, que construiu pontes, que multiplicou por quatro os investimentos na periferia da cidade. Isso nos deu a maior votação da história da cidade. E agora a gente está pronto para fazer por Pernambuco, fazer de verdade.

Não vou trabalhar apenas no ano da eleição. Desde o primeiro dia do nosso governo vai ser na rua, vai ser de ponta a ponta, de Poção de Afrânio até o nosso litoral, ouvindo as pessoas e tendo capacidade de fazer. Nós faremos quatro hospitais no estado de Pernambuco.

Nós faremos uma rede de cuidado para as crianças atípicas para ter os centros técnicos. Nós já temos no Recife, levar também para o interior. Nós vamos zerar o IPVA das motos até 180 cilindradas, como vários estados já fazem.

Nós vamos fazer grandes investimentos para colocar água na casa das pessoas. Eu estou muito feliz e animado, e eu queria convidar você a caminhar junto conosco, saudar aqui a nossa senadora Marília Arraes, o vice-governador Carlos Costa, pedir voto para o nosso companheiro Humberto Costa. Vocês sabem que eu tenho um lado, tenho posição e sei fazer pelo nosso estado.

Eu estou ao lado do presidente Lula e ao lado dele nós vamos governar o Brasil e governar Pernambuco. Para presidente, é Lula 13. Para governador, é João 40." Ivan Moraes (PSOL): "Estar com Lula em 2026 é prerrogativa de todo mundo que é do campo democrático.

Eu espero que todos e todas nós estejamos com Lula. Agora, o que você viu hoje foi o que todo mundo está percebendo já há muito tempo. Você veja como são parecidas as duas candidaturas que estão aparentemente favoritas nessas eleições.

Até para se criticar se criticam da mesma forma. Um chama o outro de 'fura-fila', outro é 'fura-teto' , 'ah, fala muito e faz pouco '. Quando é o grupo político, às vezes separado, às vezes junto, que nos governa há 30 anos e que deixou a gente de saco cheio da política.

Então, o que que é alguma coisa diferente das iguais? Vai ter alternativa. Quem quer um governo que não vai contratar nenhuma empresa que aplica a escala seis por um vai votar em mim.

Quem quer o governo do lixo zero, do desmatamento zero, da tarifa zero, do ônibus de graça. Quem quer o governo da cultura todo dia, quem quer o governo que vai fazer com que a nossa mata atlântica seja preservada e a nossa caatinga seja recatingada, vai votar Ivan Moraes 50. E você sabe que eu não estou sozinho.

Eu estou no PSOL, junto com a Rede, junto com o PCB, junto com o senador Paulo Rubem, o número dele é 180. Junto com os deputados federais Jones Manuel , Carla Félix, Michelle Cruz, Jerônimo Galvão. Vixe, tanta gente!

Cátia Cunha. Eu estou para estadual com o Daniel Valença, com Yasmin Alves, com Mary Lessa, com Jô Cavalcante e com Matheus Drama. Eu estou junto com o Bruno do Moraes, lá de Araripina.

Eu estou junto com muita gente. Eu vou me permitir encerrar com dois pedacinhos do poema que eu fiz, que é o Pernambuco do Bem Viver, que traduz o meu desejo para o nosso estado. E a gente termina assim, Raquel e João.

A gente termina dizendo ''Pernambuco foi chão dos nossos ideais, da luta pelo direito, da força dos carnavais. Para honrar essa camisa, a gente agora precisa eleger Ivan Moraes. O Meu número é 50, eu já estou botando quente, assustando a oligarquia e se quiser tirar, nem tente.

Alice Gabino é vice e eu não sei se já te disse , Lula é nosso presidente!" Nós estamos juntos ,votando 50, botando pra quebrar ,diferente dos iguais, ó tem o eu mesmo." Raquel Lyra (PSD): "Eu quero conversar com você que, ao longo desses três anos e nove meses, tem visto o nosso trabalho e acompanhado de perto. Vocês elegeram uma filha do interior do estado de Pernambuco para ser sua primeira mulher governadora. Para fazer o governo chegar onde não chegavam.

Para garantir que as pessoas pudessem ser felizes no seu chão. Eu, como filha de Caruaru, filha desse agreste, agradeço muito a oportunidade de poder começar esse ciclo de debates junto com você. A gente pegou uma casa desarrumada e vocês sabem disso.

A gente não parou para reclamar, mas foi trabalhar. O nosso grande desafio foi unir Pernambuco em torno de fazer o projeto de nosso estado crescer, mas não deixar ninguém para trás. De garantir investimentos acontecendo em cada recanto de Pernambuco.

A Estrada do Socorro, em Poção. A Estrada dos Perímetros Irrigados, o Arco Metropolitano. Tudo isso só foi possível porque a gente teve capacidade de enfrentar problemas que não enfrentavam há muito tempo.

Eu sou a governadora que botou luz e foco sobre eles para resolvê-los. Garantir construção de pontes, retomar a capacidade de investimento de um estado que andou de lado por muito tempo e que voltou a crescer. Hoje, a gente tem mais carteira assinada do que gente no Bolsa Família.

Hoje, a gente garante 100 mil mulheres sendo assistidas todos os meses com R$ 300 por mês. Mas o melhor ainda está por vir. A gente vai fazer 3 mil quilômetros de estrada.

Os hospitais que prometem nós já estamos construindo. Entreguei o Hospital da Mulher do Agreste, estamos construindo mais quatro para o ano que vem. Estamos construindo o Hospital Mestre Dominguinhos.

Estamos construindo um novo hospital de traumas do Agreste. Estamos construindo um novo Procape, o Hospital do Coração. Então, o que a gente precisa agora é acelerar.

Tem gente que diz que é porque é ano de eleição, [mas] não, foi o tempo de arrumar a casa, fazer projeto, entregar, acelerar e quem pisa no acelerador não para mais não. E é mainha que vocês conhecem de perto. Eu sou Raquel Lyra, [tenho] 47 anos, mãe de João e Nando e peço o seu voto número 55." VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias