Auricelia Arapiun denunciou o caso à Polícia Civil Redes Sociais A candidata a deputada estadual Auricélia dos Anjos Fonseca, da Federação PSOL Rede, foi impedida de votar neste domingo (4), em Santarém, no oeste do Pará, após ser informada de que um voto já havia sido registrado em seu nome no sistema da urna eletrônica. O caso foi registrado na Polícia Civil como crime de falsa identidade.

✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O episódio ocorreu por volta das 11h39, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ecila Nobre dos Santos, no bairro Conquista, onde funciona a Seção 119 da 104ª Zona Eleitoral. Segundo o relato registrado pela candidata, ao se apresentar para votar, ela foi informada pelos mesários de que o sistema apontava que seu voto já havia sido computado. Auricélia contestou a informação e apresentou a documentação.

A mesária e a presidência da mesa receptora conferiram os dados e confirmaram que as informações pessoais correspondiam às da candidata. “Eu voto na, na Escola Ercila Nobre, lá no bairro da Conquista. Fui votar, fiquei um tempo na fila, como é normal pros eleitores, e quando eu cheguei pra votar a mesária teve dificuldade de identificar e pediu que eu voltasse mais tarde.

Eu falei que não, que eu já estava há um tempo na fila e que era pra resolver minha situação. E ela informou que aparecia que alguém já tinha votado. Inclusive perguntou se eu tinha votado em outro lugar.

Eu falei não, a minha seção é aqui, é aqui que eu voto", contou Auricelia. O juiz eleitoral responsável pela seção foi acionado para analisar a situação. Auricélia solicitou autorização para votar em separado, mas o pedido foi indeferido.

Segundo a candidata, o magistrado informou que não seria possível realizar o procedimento porque o voto já havia sido registrado diretamente pelo número do título de eleitor. “Bom, a gente encaminhou pra, pra responsável lá e da zona eleitoral. Acionamos o nosso jurídico, acionamos o juiz eleitoral, que foi, foi a Polícia Federal, foi a Polícia Civil, a Polícia Militar e o juiz.

Estiveram lá conosco na seção, na zona, né? E o que foi dito era que eu aparentemente já teria votado. Então, o juiz chegou dizendo que era um, provavelmente era um erro humano, né?

Mas o que nós queremos é a apuração do que foi que aconteceu. Por que que eu não registrei meu voto? Por que que eu não votei?”, continuou a candidata.

Agora no g1 Sem conseguir votar, Auricélia afirmou que não reconhece o voto registrado anteriormente e disse desconhecer quem poderia ter utilizado seus dados. Caso é registrado na Polícia Civil A ocorrência foi formalizada pela Delegacia Virtual da Polícia Civil do Pará por meio do Boletim de Ocorrência nº 00277/2026.251610-2, registrado às 15h15 deste domingo.

De acordo com o registro, a candidata foi orientada a comparecer à Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas (12ª RISP), em Santarém, para prestar depoimento, apresentar documentos e dar continuidade às investigações. Em um vídeo divulgado após o episódio, Auricélia afirmou que ficou profundamente abalada com a situação e disse ter sido desrespeitada durante o atendimento na seção eleitoral. “Hoje fui votar com muita emoção.

Depois de tantos caminhos percorridos, achei que ia exercer o meu direito ao voto, que é muito importante para mim. Mas, infelizmente, eu não consegui votar”, declarou. A candidata também afirmou que agentes da Justiça Eleitoral, Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar estiveram no local durante a ocorrência.

“Eu fui impedida de exercer o meu direito ao voto. E foi uma situação muito tensa”, disse. Auricélia afirmou ainda que confia nas instituições e defendeu a apuração do caso.

“Sigo confiando na Justiça Eleitoral e nas instituições do nosso país, e essa confiança significa que essa situação seja apurada e que todas as pessoas possam exercer seu direito com dignidade”, afirmou. Ao final do depoimento, a candidata orientou eleitores que enfrentem problemas semelhantes a comunicar imediatamente os mesários e solicitar que a ocorrência seja encaminhada à Justiça Eleitoral. “Esses registros são muito importantes para resolver os problemas e aperfeiçoar o nosso sistema eleitoral”, disse.

A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias em que o voto foi registrado no nome da candidata e identificar quem teria utilizado os dados eleitorais. Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre a autoria da suposta fraude. VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região