Caso Tainah Rocha: acusadas do crime vão a Júri Popular nesta quarta-feira (09) O julgamento de Fernanda Maria Lobão e Geovana Thais Vieira, acusadas de matar a analista judiciária Tainah Rocha, acontece nesta quarta-feira (9), na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina. A jovem foi atingida com 13 facadas, chegou a ser socorrida, mas morreu horas depois dos golpes, em maio de 2022.
À Rede Clube, o jornalista Marcelo Rocha, pai de Tainah, afirmou que a família acompanha o caso desde o crime, há mais de quatro anos. "A gente espera que a Justiça aconteça e que as acusadas sejam condenadas e que paguem contra o crime que fizeram contra a minha filha", contou o pai da vítima.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "O Ministério Público considerou que não tinha condições de apenas uma pessoa desferir 13 facadas e que não tinha condições de Tainah vir poder agredir outras duas pessoas", continuou Marcelo. A perícia concluiu que Tainah apresentava ferimentos nas costas e nos membros. Segundo a investigação, a vítima era ex-namorada de Fernanda, que mantinha um relacionamento com Geovana na época do crime.
A principal linha investigativa aponta que o homicídio teria sido motivado por uma discussão entre as três mulheres. A analista judiciária Tainah Rocha Reprodução Segundo a advogada Lívia Veríssimo, que atua na defesa de Geovana, ela e Fernanda estavam juntas consumindo bebidas alcoólicas quando Tainah chegou ao local. A defesa sustenta que, em determinado momento, Fernanda e Tainah iniciaram uma discussão e que Geovana entrou na briga para defender a companheira.
A suspeita chegou a alegar que Tainah segurava uma faca e ameaçava agredir a ex-namorada. Pouco depois, efetuou alguns golpes. Para defender a namorada, Geovana teria tentado interromper as agressões.
Na ação, a acusada desferiu golpes de faca na vítima. Para a família de Tainah, o crime não possui características de legítima defesa. "A gente acredita que a justiça de Deus e a justiça dos homens vai acontecer de fato", finalizou Marcelo Rocha.
O crime Pai de Tainah Rocha fala sobre morte da filha e contesta tese de legítima defesa A analista judiciária Tainah Luz Brasil Rocha, de 28 anos, morreu no dia 16 de maio de 2022, após ser atingida com sete golpes de faca em uma casa no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina. A suspeita do crime seria a namorada da ex da vítima. Tainah levou várias facadas no abdômen quando estava na casa da ex-namorada, por volta das 3h, depois de alguns desentendimentos.
Uma vizinha ouviu a discussão e acionou a polícia. A jovem foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em um hospital da capital. A vítima morava em Curitiba (PR), onde trabalhava como analista, e passava férias em Teresina.
A ex-namorada da vítima e a suspeita do crime foram conduzidas para a Central de Flagrantes e soltas ainda após audiência de custódia, antes da morte de Tainah. As acusadas respondem o processo em liberdade. Para o coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Baretta, a quantidade de ferimentos indicam que Tainah foi assassinada “de forma cruel e com sofrimento".
“A gravidade está estampada na materialidade do crime. É fácil dizer que agiu em legítima defesa. Foi perguntado se foi por meio insidioso ou cruel e o médico legista respondeu que ‘a multiplicidade dos ferimentos sugere sofrimento desnecessário da vítima, inferindo meio cruel’”, comentou Francisco Costa.
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
