A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quarta-feira (2) operações distintas no Rio de Janeiro e em Magé, na Baixada Fluminense, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra o Comando Vermelho (CV). Na capital, o alvo é a Equipe Astro, uma divisão responsável pelas invasões na disputa de território na Zona Sudoeste. Em Magé, agentes buscam prender investigados por tráfico e roubos.
A ação contra a Equipe Astro Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) tentam prender integrantes da Equipe Astro, braço armado do Comando Vermelho responsável pela expansão territorial na Zona Sudoeste do Rio. Até a última atualização desta reportagem, 1 homem havia sido preso.
O principal alvo é Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, o Astro ou Lisboa, que determinou as ofensivas para a tomada de territórios em Curicica e Camorim e, mais recentemente, em Rio das Pedras e Muzema. Draco cumpre mandados contra o Comando Vermelho na Zona Sudoeste do Rio Reprodução/PCERJ O grupo mobilizava criminosos fortemente armados e contava com uma estrutura organizada para logística, execução de ações e monitoramento das forças de segurança.
O trabalho de inteligência da Draco permitiu identificar a cadeia de comando e detalhar a atuação dos integrantes da organização criminosa. A operação é um desdobramento da investigação que já havia identificado Pierre Sá da Silva, o PQD, morto em confronto no último dia 18. PQD possuía treinamento militar e repassava esses conhecimentos a integrantes do tráfico.
A ação em Magé oliciais civis da 65ª DP (Magé) deflagraram a Operação Mosaico, para desarticular a estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho que atua no município. “A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes da facção investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e roubos praticados na cidade”, informou a instituição. De acordo com a 65ª DP, o grupo utiliza homens armados para exercer controle territorial, intimidar moradores e garantir o funcionamento do comércio de drogas.
As diligências também apontaram a participação de integrantes da estrutura em roubos relacionados à atividade da facção. “O nome da operação faz referência ao trabalho de inteligência desenvolvido ao longo da investigação”, disse a polícia. “Diferentes informações foram reunidas, cruzadas e analisadas pelas equipes, permitindo identificar indivíduos, estabelecer conexões e delimitar as áreas de atuação da organização criminosa.” Policiais civis da 65ª DP (Magé) deflagram a Operação Mosaico Divulgação/PCERJ
