Passageira encontra baratas em poltronas e janela de ônibus em viagem para o Sul de MG M Uma passageira que utiliza a linha da empresa Saritur, entre Belo Horizonte e Varginha, gravou várias baratas dentro do ônibus durante as viagens que ela faz, pelo menos, duas vezes por mês no trajeto. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a passageira, que não quis ser identificada, os insetos começaram a aparecer em março deste ano nas poltronas, nas janelas e nos vãos do veículo.

Ela registrou a situação em vídeos. “Pode entrar não só dentro das malas da gente, mas por dentro da roupa também. Se dormir é perigoso entrar na boca, no ouvido.

E a gente fica insegura a viagem toda. É desconfortável para todo mundo”, afirmou. Passageiros também reclamam de viagens interrompidas por problemas mecânicos e sujeira nos veículos da empresa.

Rodoviária de Varginha Prefeitura Municipal de Varginha Recuperação judicial A EPTV, afiliada da TV Globo, entrou em contato com a Saritur, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Em agosto, a Justiça de Minas Gerais aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Saritur, considerado um dos maiores conglomerados de transporte de passageiros do estado. A decisão abrange mais de 40 empresas do grupo.

Segundo o processo, o passivo do grupo é de R$ 959.753.597. Com a recuperação judicial, as empresas passam a contar com mecanismos previstos na legislação para renegociar as dívidas e manter as operações enquanto apresentam um plano para reorganizar as finanças.

A Saritur também pediu ao Governo de Minas a readequação de algumas linhas que operam em Varginha. O pedido ainda está em análise.

VEJA TAMBÉM: 'Pior ônibus do mundo': passageira viraliza com relato sobre viagem de empresa que teve linhas suspensas entre MG e SP Justiça aceita pedido de recuperação judicial do Grupo Saritur; dívida chega a R$ 959 milhões VÍDEO: Reajuste nas passagens de ônibus intermunicipais começa a valer Direitos dos passageiros As reclamações sobre as condições dos ônibus ocorrem em um momento de aumento das tarifas das linhas intermunicipais em Minas Gerais.

O reajuste autorizado pelo Governo de Minas varia de 6,7% a 7,5%, dependendo da linha e das condições das estradas onde o serviço é prestado. De acordo com a advogada especializada em direito do consumidor Silmara Amaral, o passageiro deve receber o serviço pelo qual pagou de forma adequada. “Se a concessionária estiver oferecendo um serviço precário, diferente do que foi contratado e do que foi enunciado, o usuário tem a faculdade de rejeitar o serviço.

Ele não é obrigado a aceitar. Ele pode exigir que o transporte seja realizado de maneira adequada, mesmo que por outra empresa”, explicou. Ainda segundo a advogada, caso o passageiro opte ou precise utilizar o transporte mesmo diante de problemas, pode solicitar a restituição integral ou parcial do valor pago e também o ressarcimento de eventuais despesas, como alimentação, transporte, hospedagem e outros custos relacionados à ocorrência.

A orientação é guardar bilhetes, recibos, comprovantes e registros dos problemas enfrentados. Fotos e vídeos também podem ajudar na comprovação da situação. “É necessário guardar toda a documentação, todos os recibos, inclusive recibos de taxas extras que podem vir a ter, como alimentação, outros tipos de transporte, hospedagem, caso se faça necessário”, afirmou Silmara.

A documentação pode ser utilizada em eventual pedido de reparação por danos materiais e morais, caso estejam presentes os requisitos para a indenização. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas