Gabriel Souza (MDB), após derrota na eleição do RS Reprodução/RBS TV O candidato do MDB ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, afirmou neste domingo (4) que foi “atropelado” pela polarização política durante a eleição. Ele ficou em terceiro lugar na disputa pelo Palácio Piratini, com 8,43% (510.698 votos votos) com 100% das urnas apuradas.
Derrotado no primeiro turno, ele atribuiu o resultado, principalmente, à migração de votos na reta final da campanha para a candidatura de Zucco (PL), governador eleito no estado. Segundo Gabriel, a polarização teve “muita força” nos três estados da Região Sul e favoreceu os candidatos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou Sergio Moro (PL), no Paraná, Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, e Zucco, no Rio Grande do Sul.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp “Realmente, fomos atropelados aqui pela polarização. Isso acabou fazendo muito voto til”, avaliou. Ele afirmou que a campanha esperava obter um percentual maior nas urnas, mas que parte dos eleitores acabou mudando de voto diante da possibilidade de vitória do PL ainda no primeiro turno.
Agora no g1 Pesquisas na reta final Gabriel também atribuiu parte da migração de votos às pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias de campanha. Segundo ele, levantamentos divulgados na véspera apontaram a possibilidade de vitória do PL para o governo do Rio Grande do Sul já no primeiro turno. Para o candidato, isso teria provocado uma “migração de votos muito forte”.
Gabriel afirmou que a candidatura dele e do vice, Ernani Polo (PSD), também disputava o eleitorado de centro-direita e da direita liberal e, por isso, teria sido diretamente afetada pelo movimento. “Isso nos fez perder muitos votos nessa reta final. A nossa candidatura dialogava com esse eleitor de centro-direita, com a direita liberal, e, quando se consolidou a percepção de que o candidato do PL poderia vencer no primeiro turno, muitos desses eleitores acabaram mudando de posição.
Foi uma decisão estratégica do eleitor, que nós respeitamos, mas que teve impacto direto no nosso resultado”, afirmou. O candidato ressaltou que não considera o movimento eleitoral uma irregularidade e disse respeitar a decisão dos eleitores. “É legítimo, é democrático.
O eleitor é soberano. Não estou reclamando, mas estou constatando o movimento eleitoral que aconteceu.” VÍDEOS: Tudo sobre o RS
