Mulher é picada por cobra, consegue capturá-la e a leva a hospital Uma mulher foi picada por uma cobra após fazer a limpeza do quintal de uma fazenda em Montividiu, no sudoeste de Goiás. Ela levou o animal até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para que a equipe de saúde identificasse a espécie e aplicasse o antídoto (assista acima). Ao g1, a médica Luana Borboleta afirmou que transportar animal pode gerar um novo ataque.
"O principal risco aí é de acontecer um outro acidente. Como leigo, pode ser difícil a identificação do óbito de um réptil e, num momento oportuno, ela deferir um novo ataque", disse Luana. O acidente ocorreu quando a mulher retornou a um monte de folhas secas que havia juntado.
O nome da mulher não foi divulgado. Segundo a reportagem da TV Anhanguera, ao pegar as folhas, ela não viu que a serpente estava enrolada sob a folhagem e foi atingida por dois botes, que acertaram dois dedos de uma das mãos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Já morta, a mulher decidiu transportar a cobra até o pronto atendimento.
No local, os profissionais do plantão reconheceram o animal como sendo uma jararacuçu, agilizando a escolha do soro antiofídico adequado. A paciente permaneceu internada em observação clínica, apresentou evolução estável e teve previsão de alta médica confirmada para esta segunda-feira (19).
Mulher é picada por cobra, consegue capturá-la e a leva a hospital Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Sucuri de mais de 5 metros surpreende moradores em parque Tamanduá é resgatado com as patas queimadas durante incêndio florestal em Goiás VÍDEO: Cobra impressiona ao sair de carro no meio do trânsito em Goiânia Especialista alerta para riscos Luana orientou que a remoção do réptil do local do acidente é totalmente desnecessária para salvar a vítima.
O procedimento seguro consiste em manter distância e fazer fotos do corpo inteiro do animal utilizando o zoom da câmera do celular, levando apenas as imagens para visualização médica no pronto-socorro. Luana explicou ainda que, em Goiás, os acidentes mais comuns com viperídeos envolvem cascavéis.
Segundo ela, identificar a espécie exata não altera a conduta hospitalar, pois o soro antibotrópico disponível na rede pública é formulado a partir de um conjunto das principais espécies do gênero, garantindo a neutralização eficaz da peçonha. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
