Fernando Haddad é entrevistado pela TV TEM e apresenta propostas para o governo de SP O candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou em entrevista à TV TEM nesta segunda-feira (31) que, se eleito, vai rever contratos feitos pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), como a implantação do sistema de pedágios "free-flow", a concessão da rede de trens metropolitanos de São Paulo e a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Assista à entrevista na íntegra no vídeo acima. A TV TEM convidou os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenções de voto. Na terça-feira (1º), seria a vez de Tarcísio de Freitas, mas sua assessoria informou que ele não comparecerá.

📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante entrevista na TV TEM TV TEM/Reprodução Haddad tem 63 anos, é casado e nasceu na capital paulista. É professor de ensino superior e advogado, filiado ao Partido dos Trabalhadores. Já foi Ministro da Fazenda do Brasil, de 2023 a 2026, e Ministro da Educação, de 2005 a 2012.

Também foi prefeito da cidade de São Paulo, de 2013 a 2016. Em 2022, ele também concorreu ao cargo de governador pelo PT. Durante a entrevista, Haddad prometeu, se for eleito, sanear as contas públicas e rever contratos de concessão e privatização.

"Vou ter que recuperar as finanças públicas, a proposta objetiva é passar um 'pente fino' nos contratos assinados por essa gestão, inclusive contratos de privatização como free flow, venda dos trilhos de São Paulo e a Sabesp", disse. O candidato do PT criticou a atual gestão da empresa paulista de saneamento e afirmou que o governo Tarcísio exerce pressão sobre prefeitos para vender as empresas municipais para a Sabesp.

"Vários prefeitos de cidades não atendidas pela Sabesp estão sendo pressionados pelo governador para privatizar ou, se estiver privatizada, se associar a um programa que visa a alienação da empresa municipal. Nós vamos chamar os prefeitos que ainda não aderiram a esse modelo que está encarecendo a água e piorando a qualidade, e vamos fazer um projeto de universalização nos termos que o prefeito achar que é adequado para a sua cidade.

Tem prefeituras que estão com a coisa arrumada, falta um pouco para universalizar, não é o caso de vender para a Sabesp, que hoje está na mão de um fundo muito agressivo que pretende triplicar o lucro da empresa e a distribuição de dividendos depois da privatização", explicou.

Durante entrevista à TV TEM, Fernando Haddad (PT) prometeu, se for eleito, sanear contas públicas e chegar em uma situação de menor desemprego e menor inflação acumulada TV TEM/Reprodução O candidato ainda mencionou que busca recuperar as finanças e fazer um ajuste fiscal. Ele planeja cortar 20% do valor de custeio da máquina pública. "Nós estamos sem caixa, estamos com apenas R$ 5 bilhões em caixa, contra R$ 22 bilhões recebidos pelo atual governador.

E nós estamos com pouco espaço para investimento, o investimento de quatro anos para cá caiu em relação ao governo anterior. Só tem um jeito de resolver, que é cortando despesa supérflua e revendo o contrato. (...) tem muito trabalho pela frente.

Nós vamos usar os primeiros meses do governo exatamente para isso e todos os secretários vão ter metas e vão ter que entregar as metas, de um corte de 20% no valor de custeio da máquina pública do estado de São Paulo", afirmou. "Precisamos canalizar o dinheiro para onde precisa, que é a segurança e saúde educação. Precisamos de dinheiro para investir em infraestrutura, transporte público, habitação de interesse social e assim por diante", acrescentou.

Além disso, Haddad negou aumentar impostos e defendeu a cobrança de tarifas no caso de aplicativos de casas de apostas. Ele diferenciou o fim de benefícios fiscais da criação de novas taxas. O candidato também prometeu investir em tecnologia para zerar filas da saúde e tornar estadual o programa de remédio em casa, com a criação da Farmácia Popular Móvel, que terá entregas em domicílio.

Ele se comprometeu, ainda, a dar "eficiência ao gasto público" no setor de saúde e citou a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), responsável por distribuir as vagas em hospitais no estado e que estaria sem atualização há muito tempo, sendo um sistema "completamente atrasado". "Não atualizamos a tecnologia da educação, a tecnologia da saúde e menos ainda a tecnologia de segurança pública.

(...) saúde e educação e segurança vão receber um banho de loja de tecnologia pra gente aumentar a eficiência e a boa gestão no caso da saúde e da fila", afirmou. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM