João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, junto do advogado e policiais. Willian Guedes/ TV Morena A Justiça adiou nesta quinta-feira (15), a audiência de instrução e julgamento do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, suspeito de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos. Conforme apurado pelo g1, a audiência será realizada em 29 de outubro, quando serão ouvidas testemunhas de acusação.

No dia 5 de novembro, serão ouvidas testemunhas de acusação. 🔎 A audiência de instrução e julgamento é a fase do processo em que são produzidas as provas. Nessa etapa, o juiz ouve as partes, as testemunhas e os peritos.

Ao final, poderá dar a sentença na própria audiência ou em até 30 dias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O advogado de Jazbik Neto, José Belga Trad, informou que o adiamento ocorreu após internação hospitalar do médico. A defesa não detalhou o estado de saúde do cardiologista.

Segundo a defesa, o cardiologista apresentou um quadro de angina instável e teve que fazer um cateterismo de urgência; Na quarta-feira (14), João Jazbik Neto deixou a prisão para receber atendimento médico. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou que o cardiologista recebeu atendimento médico, mas não informou a qual procedimento ele seria submetido.

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João acionou a polícia e afirmou que a esposa havia tirado a própria vida. Após três meses de investigação, a Polícia Civil descartou a hipótese de suicídio e concluiu que Fabiola foi vítima de feminicídio. João foi apontado pela polícia como autor do crime.

À época, a defesa negou o envolvimento do médico na morte da fisioterapeuta e contestou a conclusão da investigação. A investigação levou em conta laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), além de depoimentos de testemunhas e dados extraídos de celulares apreendidos. Segundo a polícia, as provas indicaram que Fabiola foi vítima de violência doméstica e familiar.

João foi preso preventivamente em agosto, após a conclusão das perícias. A prisão foi determinada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. O médico ficou preso por seis dias e foi solto em 20 de agosto, após a defesa apresentar um pedido de habeas corpus.

Duas semanas depois, João foi preso novamente. Fabíola Marcotti foi encontra morta dentro de casa em maio deste ano, em Campo Grande. Redes sociais/Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: