Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (15) em alta, com um avanço de 0,62% perto das 9h, cotado a R$ 5,0595. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. O cenário político brasileiro segue sob os holofotes, conforme investidores repercutem novas pesquisas eleitorais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1.

Indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos também ficam no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o tema do dia é a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1.

A proposta foi aprovada pelo Senado na última quarta-feira por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso e a expectativa é que as mudanças aconteçam de forma gradativa. ▶️ No quadro eleitoral, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto no 2º turno, contra 44% de Lula.

Os dados são da nova pesquisa Quaest, divulgada na véspera. Nesta quinta-feira, um novo levantamento deve ser divulgado pelo Datafolha. Acompanhe as pesquisas eleitorais no g1.

▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. O indicador ganhou relevância para o mercado, após a inflação ao consumidor americano, divulgada na véspera, indicar que os preços no país seguem pressionados. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês.

Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. ▶️ No Brasil, o foco fica com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto. A expectativa é que o indicador apresente um novo crescimento no mês, com recuperação concentrada nos segmentos de Vestuário e calçados e de Móveis e eletrodomésticos.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar

a Acumulado da semana: +0,88%; Acumulado do mês: -2,82%; Acumulado do ano: -8,39%. 📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,22% Acumulado do mês: +10,82%; Acumulado do ano: +28,16%. Flávio Bolsonaro segue em vantagem no 2º turno, diz pesquisa A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46% Lula (PT): 44% Indecisos: 1% Branco/nulo/não vai votar: 9% A Quaest ainda divulgou uma pesquisa sobre a aprovação do governo Lula, mostrando que 48% desaprovam a gestão do petista, enquanto 45% aprovam.

Outro levantamento mostrou, ainda, que 43% dos brasileiros têm medo da volta da família Bolsonaro com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que outros 43% têm medo da reeleição de Lula (PT). Em relação à última edição da pesquisa, de 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno, houve um aumento de 3% nas respostas que citam o medo do retorno da família Bolsonaro. No levantamento anterior, o percentual foi de 40%, menor patamar desde 5 de agosto.

Já os participantes que disseram ter mais medo da reeleição de Lula se mantiveram estáveis (43%) desde 21 de setembro. A expectativa, agora, é pela nova pesquisa do Datafolha, que deve ser divulgada nesta quinta-feira. Fim da escala 6x1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14).

A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei.

Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Como o g1 mostrou, a expectativa é que as mudanças comecem a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana.

A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas.

Quais são os próximos passos? Veja perguntas e respostas Quais profissões devem ser afetadas e quem fica de fora Bolsas globais Na Ásia, as ações chinesas fecharam no menor patamar em 14 meses, acompanhando a fraqueza generalizada nos mercados globais e em meio à queda dos papéis do setor de tecnologia. O SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caíram 1,6%.

Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 4,90% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 7,57%. * Com informações da agência de notícias Reuters.

Cédulas de dólar John Guccione/Pexels