sargento da Polícia Militar Edersson Oseias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos de prisão por morte de jovem em festa de Natal em Manaus. Reprodução/Redes Sociais O policial militar Ederson Oséias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos, 2 meses e 8 dias de prisão pelo assassinato de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos, morto a tiros durante uma festa de Natal em Manaus. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Além da prisão, a sentença determinou a perda do cargo público que o policial ocupava na Polícia Militar do Amazonas (PMAM). O julgamento durou dois dias e foi realizado pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Os jurados condenaram Ederson por homicídio qualificado por motivo fútil.

📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O Conselho de Sentença, no entanto, absolveu o policial das acusações de tentativa de homicídio contra outras duas pessoas que estavam na residência no momento do crime: João Batista Souza da Silva e Sane Sílvia Marques de Souza. A sentença também determinou a prisão imediata do réu para o início do cumprimento da pena, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a execução provisória de decisões do Tribunal do Júri.

A perda do cargo público foi determinada com base no artigo 92 do Código Penal e em entendimento do STF sobre a possibilidade de perda do cargo em condenações que atendam aos requisitos previstos em lei. Ederson já estava preso preventivamente desde a época do crime e, por isso, não poderá recorrer da sentença em liberdade. Da decisão, cabe apelação.

O crime Kennedy Cardoso de Miranda era natural de Autazes, no interior do Amazonas, e tinha 22 anos. Ele havia viajado para Manaus para passar o Natal com a família da namorada. Segundo a denúncia do Ministério Público, a comemoração ocorria normalmente até a chegada de Ederson, que foi à residência para visitar as filhas.

O policial havia sido casado com a irmã da namorada de Kennedy. Ainda conforme a denúncia, o policial estava armado e visivelmente embriagado. Durante a confraternização, ele teria feito piadas e comentários aos convidados.

Em determinado momento, Ederson sentou-se próximo a Kennedy e fez perguntas ao jovem. Depois, levantou-se, sacou uma arma e efetuou três disparos. Kennedy foi atingido na cabeça.

Um guarda municipal que estava no local tentou conter o policial e interromper o ataque. Durante o tumulto, Ederson fugiu levando a arma usada no crime. Kennedy foi socorrido por testemunhas e levado para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Danilo Corrêa, na Zona Norte de Manaus.

Ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada. Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos, foi morto a tiros durante uma festa de Natal. Arquivo pessoal Prisão Após o crime, ocorrido em 25 de dezembro de 2024, a Justiça decretou a prisão temporária do policial.

Dois dias depois, na manhã de 27 de dezembro, Ederson se entregou na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), acompanhado de um advogado. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), ele foi ouvido e, posteriormente, passou por audiência de custódia. A prisão preventiva foi mantida.

Desde então, o policial permanecia preso preventivamente. Com a condenação pelo Tribunal do Júri, foi determinado o início imediato do cumprimento da pena. Policial militar mata jovem durante ceia de natal em Manaus