OMS define orientações globais para tratamento da obesidade em crianças e adolescentes Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde divulgou orientações globais para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. Uma inspeção rápida na lancheira das crianças de uma escola pública de Brasília: batata frita, frango empanado, pipoca, biscoito, suco de caixinha. Mas também frutas, suco natural e bolinho saudável feito em casa.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No começo de 2026, a Secretaria de Saúde conferiu o peso das crianças. O resultado: um em cada três alunos estava acima do peso. A assistente administrativa Telma Márcia da Silva, mãe de uma delas, teve ajuda de um nutricionista e diz que vem colhendo resultados: “Hoje, ela tem mais disposição para correr, para brincar.

Como ela está em fase de crescimento, até isso a gente nota, que o crescimento da criança parece que se desenvolve mais”. Pela primeira vez, OMS divulga orientações globais para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes Jornal Nacional/ Reprodução Cento e setenta milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos estão acima do peso em todo o mundo. As orientações da OMS vêm em meio à popularização e ao uso indiscriminado de canetas emagrecedoras.

As diretrizes variam conforme a faixa etária. De 0 a 9 anos, a OMS não recomenda medicamentos para perda ou controle de peso, nem cirurgia bariátrica. O tratamento deve combinar alimentação, atividade física e mudanças de comportamento, com acompanhamento de profissionais de saúde e a participação da família.

A OMS sugere para crianças e adolescentes de 10 a 19 anos com obesidade o uso de medicamentos só em último caso, depois que um programa supervisionado de mudança do estilo de vida não conseguir reduzir o peso ou amenizar as complicações. O uso de medicamentos pode incluir canetas emagrecedoras, mas a recomendação não aborda nenhum medicamento em particular. A cirurgia bariátrica também pode ser considerada para adolescentes com obesidade grave.

A Sociedade Brasileira de Pediatria afirma que crianças e adolescentes precisam de um ambiente que favoreça a alimentação saudável e a prática de atividades físicas. “A criança e o adolescente devem ser protegidos. Protegidos porque não são escolhas você ganhar muito peso, você ter uma doença ligada ao excesso de peso e obesidade, especialmente para criança.

Ela precisa ter um ambiente saudável e seguro para a prática de atividade física, que começa com coisas lúdicas, que começa com correr, subir na árvore, então, inclusive com o contato com a natureza. E a redução do tempo de tela”, diz Fabíola Suano, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da SBP.

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