Segunda-feira (14) no Rio de Janeiro será marcada pela chuva e queda nas temperaturas Josué Luz/ TV Globo Com o afastamento do sistema que trouxe muita chuva para o Centro-Sul, o Brasil deve ter contraste no clima das regiões nesta quarta-feira (16). O Sul ainda permanece sob influência de uma massa de ar frio, fazendo com que o tempo se mantenha estável e com que as temperaturas fiquem mais amenas. Há previsão de geada em algumas regiões.

(veja mais abaixo) Já em parte do Sudeste, a circulação de umidade vinda do mar, associada a uma área de baixa pressão e de um cavado, mantém o tempo instável. ⛈️Cavados são áreas alongadas de baixa pressão. Esse fenômeno meteorológico acontece quando há uma corrente de vento que ajuda na formação de nuvens de tempestade.

VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Há previsão de chuva forte em parte de São Paulo, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e partes de Minas Gerais. "O risco de temporais isolados é maior no litoral norte paulista, na Serra e centro-norte fluminense e no sul capixaba", destacam os meteorologistas da Climatempo. No Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o calor continua, com expectativa de baixos índices de umidade e possibilidade de pancadas de chuva mais localizadas.

Previsão de geada no Sul Com o avanço de uma massa de ar frio no Sul do Brasil, algumas áreas da região podem ter geada nesta quarta-feira (16). 🌨️A geada ocorre quando é formada uma camada de gelo nas superfícies por causa da intensa redução de temperatura quando a umidade do ar está elevada. Segundo a Climatempo, a previsão aponta que o fenômeno deve ser mais provável nas regiões serranas e mais ao sul de todos os estados do Sul.

"A Serra Gaúcha, a Serra Catarinense, parte da região central catarinense e o extremo sul do Paraná estão entre as áreas com maior chance de formação de geada durante a madrugada e o início da manhã", afirmam os meteorologistas. A expectativa é que o fenômeno aconteça de forma localizada, especialmente em áreas de maior altitude. Calorão no Centro-Oeste Depois de uma sequência de dias chuvosos no Centro-Sul, volta a esquentar em grande parte do Centro-Oeste.

Mato Grosso deve enfrentar as temperaturas mais elevadas nesta quarta, com máximas próximas ou acima de 40 °C em algumas áreas do estado. A região está sob influência de ar quente e seco. Apesar do calor, há possibilidade de pancadas isoladas em pontos de Goiás, do Distrito Federal e do oeste de Mato Grosso.

A chuva deve acontecer de forma irregular, e não deve atingir toda a região. As pancadas podem ser fortes em alguns locais. Chuvas acima da média em setembro O tempo instável que tem sido observado nas últimas semanas e que tende a continuar nos próximos dias é um retrato do que deve acontecer ao longo de todo o mês de setembro no Centro-Sul.

Segundo a Climatempo, a expectativa é de que o mês tenha chuvas acima da média na região. Os volumes devem ser ainda maiores do que o padrão no Paraná e em parte de São Paulo. (veja no mapa abaixo) Chuva em setembro Arte/g1 Boa parte do Centro-Oeste, sul e centro-oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, Tocantins, sudeste do Pará, todo o Sudeste e grande parte do Sul também devem ter chuva acima do que normalmente é registrado no período.

Em alguns locais do país, os volumes de chuva observados nos últimos dias já são históricos. Em São Paulo, o total de precipitação acumulado nos primeiros 14 dias do mês, de mais de 253 milímetros, é o maior desde 1943, início das medições regulares do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também é o segundo maior acumulado mensal de 2026, ficando atrás somente de janeiro.

No Rio de Janeiro, o volume registrado na primeira quinzena de setembro também é o quarto maior acumulado de chuva para o mês desde o início das medições, em 1997. De acordo com os meteorologistas, além da sequência de frentes frias que tem avançado pelo Brasil, a atuação do El Niño, que promete ser um dos mais fortes da história, é uma das principais explicações para os temporais previstos. 🌡️O El Niño é caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, na faixa próxima ao Equador.

Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos, mudando a circulação da atmosfera e alterando o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. ➡️No Brasil, os efeitos clássicos desse fenômeno são: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e no Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor.

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