Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB) e Luciano Zucco (PL), candidatos ao governo do RS Divulgação O Rio Grande do Sul entrou na reta final da eleição 2026 com um alto número de indecisos, após uma campanha centralizada na Região Metropolitana e marcada por “dobradinhas” em debates.
Neste domingo, (4), 8,5 milhões de eleitores vão às urnas nas 497 cidades gaúchas para escolher entre sete candidatos ao governo estadual, 13 candidatos ao Senado e centenas de concorrentes nas proporcionais. Os gaúchos ingressaram no período oficial de campanha tendo um dos eleitorados mais indecisos do país. Em rodada de pesquisas divulgada pela Quaest no final de agosto, o RS teve a maior taxa de indecisão para presidente da República.
Também teve o segundo maior índice de indecisos na pesquisa estimulada para o governo do estado e era o quarto com mais indecisos na espontânea, quando os candidatos não são apresentados ao entrevistado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp No levantamento mais recente, divulgado a 10 dias do pleito, a indecisão continua alta: 1 em cada 4 não sabe em quem vai votar ao ser apresentado aos candidatos. Na espontânea, o número chega a 61%.
Ainda, 33% afirma que pode mudar o voto até o dia da eleição. O comportamento do eleitorado reflete uma campanha que teve dificuldades para avançar no Interior do estado. Levantamento realizado pelo g1 mapeou as agendas dos quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, cujos partidos possuem representação no Congresso Nacional, e mostra uma campanha concentrada na Região Metropolitana de Porto Alegre.
No primeiro mês de campanha oficial, entre 16 de agosto e 16 de setembro de 2026, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) deixaram de visitar 445 dos 497 municípios do estado. As cidades mais visitadas foram Porto Alegre e Esteio. Em seguida, outros municípios da Região Metropolitana.
Naquele período, não houve agendas na Fronteira Oeste e em algumas cidades com mais de 100 mil habitantes. Dobradinhas em debates Liderando as pesquisas desde as convenções partidárias, Zucco e Juliana se escolheram mutuamente para o debate quando tiveram oportunidade, a exemplo do debate realizado pela RBS TV, o último antes da eleição.
Contudo, em vez de polarizarem o antagonismo das candidaturas nacionais de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que representam no estado, destinaram este tempo para criticar a atual administração de Eduardo Leite (PSD), governador gaúcho eleito pela primeira vez em 2018. Já Gabriel e Maranata, ao debaterem entre si, em diversos momentos teceram críticas aos outros dois adversários e os acusaram de não participar de debates organizadas por associações de setores econômicos do RS.
Debate ao governo da RBS TV tem disputa sobre ritmo da reconstrução pós-enchentes e rumos da educação no RS Corrupção e caso Master são focos do debate da RBS TV entre candidatos ao Senado do RS Nos debates para o Senado, o confronto deu lugar às dobradinhas: candidatos da mesma chapa se escolhiam em um ambiente destinado principalmente ao confronto de ideias.
Isso aconteceu com com Frederico Antunes (PSD) e Germano Rigtto (MDB), que estão na chapa de Gabriel; com Manuela d'Ávila (PSOL) e Pimenta (PT), que estão na chapa de Juliana; com Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL), que estão na chapa de Zucco; e com Milton Cardoso (PSDB) e Renato Jaguarão (Cidadania), que estão na chapa de Maranata. Agora no g1 Principais temas Enchentes, saúde e educação estiveram entre os temas mais discutidos da eleição.
Os dois primeiros figuram nas duas rodadas da Quaest como os principais problemas do estado. Eles também foram os mais tratados no debate da RBS TV. O que dizem as promessas dos candidatos ao governo do RS para enfrentar enchentes Gabriel Souza destacou as obras de proteção contra cheias inseridas no Plano Rio Grande, o projeto do governo Eduardo Leite em resposta às enchentes e para a prevenção às mudanças climáticas que, após a grande cheia de 2024, segue impactando os gaúchos.
Sobre saúde e educação, o atual vice-governador destacou programas do Palácio Piratini como o SUS Gaúcho e o Todo Jovem na Escola e prometeu zerar a fila da saúde no primeiro mandato. Juliana Brizola buscou destacar projetos aprovados por ela enquanto deputada estadual, como o Pró-Hospitais, e criticou a fila de espera da saúde. Na educação, destacou as escolas de tempo integral, marca da gestão do avô Leonel Brizola.
Sobre proteção contra cheias, tem propostas para sistemas integrados de alertas precoces e monitoramento das bacias hidrográficas em tempo real, entre outras. Zucco criticou a fila de espera para exames, consultas e cirurgias na saúde e o regime de progressão parcial, quando o aluno reprova em uma ou mais matérias, avança de ano e recupera o aprendizado no ano seguinte. Ele defende o modelo cívico-militar de ensino.
Para prevenção às mudanças climáticas, propõe a profissionalização e ampliação da capacidade permanente da Defesa Civil, com operação ininterrupta, e não reconstruir casas em área de risco. Marcelo Maranata afirma em seu plano de governo que vai “tratar a proteção contra cheias como prioridade absoluta”. Também propõe atualizar imediatamente estudos e projetos das cinco principais bacias relacionadas à proteção metropolitana e recuperar diques, comportas, casas de bombas, canais e sistemas de drenagem.
Promete descentralizar a saúde estadual de Porto Alegre, dividindo a regulação da saúde gaúcha em sete polos regionais. Para a educação, quer implementar escolas empreendedoras no estado. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
