Matheus Henrique de Oliveira Domingos no bando dos réus TV Morena Matheus Henrique de Oliveira Domingos, de 24 anos, foi condenado nesta sexta-feira (2), em Campo Grande, a 17 anos de prisão pelo feminicídio de Kamyla Scarlet Fernandes Cristaldo, de 28 anos. A vítima foi baleada no pescoço em setembro de 2024, no bairro Colúmbia, na região norte da capital. A condenação foi pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Matheus foi absolvido da acusação de porte ilegal de arma de fogo por falta de provas suficientes para a condenação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O pai de Kamyla acompanhou o julgamento e afirmou que considera que a Justiça foi feita. “Plenamente satisfeito, não estou, mas confortável eu estou”, declarou.

Réu negou autoria e apresentou álibi O julgamento foi presidido pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Na abertura dos trabalhos, o magistrado apresentou aos jurados um vídeo com informações sobre a dinâmica e as regras do julgamento. Durante o interrogatório, Matheus negou a autoria do crime, assim como havia feito durante as investigações.

Ele apresentou um álibi e afirmou que estava no interior de São Paulo no momento dos disparos. Agora no g1 A Defensoria Pública, responsável pela defesa do réu, pediu a impronúncia de Matheus, sob o argumento de que não havia provas suficientes para submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa chegou a recorrer da decisão que levou o caso a júri popular, mas o pedido foi negado pela Justiça.

Segundo as decisões do processo, havia indícios considerados suficientes de autoria, baseados em depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. Ainda conforme o processo, antes de morrer, Kamyla teria apontado Matheus como o responsável pelos disparos. Vítima ficou três meses internada Segundo a denúncia, Kamyla foi atingida por dois disparos no pescoço quando saía de casa para pegar um carro de aplicativo.

O crime ocorreu em setembro de 2024, no bairro Colúmbia. Kamyla era amiga da então namorada de Matheus. As duas moravam juntas na mesma casa.

Conforme consta no processo, o crime teria sido motivado por ciúmes da amizade entre as duas. Após os disparos, Kamyla foi socorrida e permaneceu internada por cerca de três meses na Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o suspeito fugiu e foi preso mais de um ano depois.

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