Operação investiga infiltração do PCC no transporte público de São Paulo A polícia e o Ministério Público fizeram neta quinta-feira (17), em São Paulo, uma operação que investiga a infiltração do PCC em empresas de ônibus da cidade. O principal alvo foi o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite, do União Brasil. A Justiça decretou a prisão dele.

Os policiais chegaram à casa de Milton Leite na Zona Sul de São Paulo logo cedo e só encontraram uma funcionária. O ex-vereador é considerado foragido. Milton Leite foi vereador por 27 anos em São Paulo.

Presidiu a Câmara Municipal e hoje comanda no estado a federação formada por União Brasil e Progressistas. Por telefone, o ex-vereador negou as acusações: "Nego qualquer acusação das afirmações apresentadas. Que apresente uma única prova.

Não estou foragido. Vou me apresentar". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A investigação afirma que Milton Leite mantinha estreito relacionamento com o crime organizado e que controlava diretamente empresas de ônibus usadas pelo PCC para lavar dinheiro.

Segundo as investigações, Milton Leite seria o verdadeiro dono da empresa Transwolff. Em 2024, a empresa ficou sob intervenção da Prefeitura de São Paulo por determinação da Justiça, depois que uma operação apontou ligações com o PCC. O contrato foi encerrado em 2025.

No documento, o Ministério Público afirmou que ao menos 12 empresas de ônibus que operam no sistema municipal de transporte coletivo de São Paulo são controladas pela facção. Em entrevista coletiva, o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, contestou a informação. Diz que apenas uma empresa que atua na cidade está envolvida e que vai tomar medidas contra a companhia: "Nós estamos notificando a empresa para que ela afaste esses dois diretores da empresa em 24 horas.

Se não houver o afastamento em 24 horas desses dois diretores, Paulo e Júlio, a Prefeitura de São Paulo irá fazer a intervenção na A2". Operação investiga infiltração do PCC no transporte público de São Paulo; Milton Leite, ex-presidente da Câmara, tem prisão decretada Jornal Nacional/ Reprodução A Justiça autorizou busca e apreensão em 18 endereços, em sete cidades. Dos 16 mandados de prisão, dez foram cumpridos.

Entre os presos estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, empresa pública que administra o transporte coletivo de São Paulo. Para o Ministério Público, Levi teria ciência de toda a tratativa das 12 empresas com o crime organizado. Danilo Morgado Silva, ex-candidato à prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, é suspeito de receber dinheiro do crime organizado para financiar a campanha.

O delegado responsável pela investigação disse que o PCC encontrou no setor de transporte uma forma de movimentar o dinheiro do tráfico de drogas. "Eles vislumbraram que esse setor da economia seria um setor viável para eles fazerem a colocação desse dinheiro, já que, pela própria atividade, gira muito dinheiro. A quantidade de passageiros que é transportada, isso daí faz com que tenha uma facilidade para o escoamento desse dinheiro ilícito", diz o delegado Fabrício Intelizano.

A defesa de Levi dos Santos disse que foi surpreendida com a prisão e que ainda não teve acesso aos autos. Danilo Morgado negou envolvimento com o crime organizado ou qualquer irregularidade na campanha para a prefeitura de Praia Grande.

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