Datafolha: Desconfiança no STF sobe a 48% e bate recorde Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra como os eleitores veem os impactos do escândalo do banco Master na classe política. Os dados apontam que 34% dizem que caso Master envolve mais políticos de esquerda e 27% afirmam que são políticos de direita. Para 13% dos entrevistados, o escândalo envolve políticos de todos os campos ideológicos.
Outros 10% afirmam que a maioria dos envolvidos é de centro, enquanto 16% não souberam responder. Nenhum entrevistado declarou que o caso não envolve políticos. O instituto perguntou aos eleitores se, na opinião deles, a investigação sobre as suspeitas de fraudes e a rede criminosa chefiada por Daniel Vorcaro afetam mais políticos de esquerda, de centro ou de direita.
O ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro Divulgação Veja os dados abaixo: Pergunta: Na sua opinião, os políticos envolvidos com esse escândalo são, em sua maioria, de esquerda, de centro ou de direita? Esquerda: 34% Centro: 10% Direita: 27% Todos: 13% Nenhum: 0% Não sabe: 16% Datafolha pergunta aos entrevistados qual é o posicionamento político predominante entre os envolvidos no caso Master.
arte G1 Nesta quinta-feira (17) o Datafolha também publicou o resultado da pesquisa de intenção de voto para o primeiro turno. Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, persiste o empate técnico no 2º turno entre Lula, com 46% das intenções de voto, e Flávio, com 44%.
A diferença está dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Entenda como funciona a margem de erro. Os números são os mesmos das duas pesquisas anteriores, divulgadas em 3 e 11 de setembro.
Ou seja, há estabilidade nesse cenário. Datafolha: Desconfiança no STF sobe a 48% e bate recorde As conexões de Daniel Vorcaro As investigações sobre o Master revelaram uma ampla rede de influência mantida por Daniel Vorcaro para blindar seus negócios, aproximar-se de autoridades e monitorar ilegalmente possíveis adversários. Segundo a PF, a estrutura alcança diferentes instâncias do poder público, de servidores do Banco Central a ministros do STF.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é suspeito de atuar no Congresso em defesa de interesses de Vorcaro em troca de pagamentos. Ele nega as acusações. A PF apura, em especial, a chamada “Emenda Master”, apresentada pelo senador para alterar regras do sistema financeiro em benefício do Master.
Outra frente investiga as relações do senador Jaques Wagner (PT-BA) com Augusto Lima, ex-sócio do Master. A PF apura se Wagner atuou em favor de projetos de interesse do banco e aponta indícios de pagamento de vantagens indevidas, entre elas um apartamento de luxo em Salvador. Wagner nega ter cometido ato ilícito ou concedido benefícios ao Banco Master.
O senador Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em maio, mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil mostraram Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro. A PF busca esclarecer a origem e o destino dos recursos e se eles foram utilizados no filme ou desviados.
Outro eixo da investigação sobre o "Dark Horse" apura se recursos públicos de emendas parlamentares destinados pelo deputado Mário Frias (PL-SP) foram desviados ou empregados em contratos não executados relacionados ao projeto. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de uma operação da Polícia Federal em maio, por suspeitas relacionadas à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais.
A investigação apura possíveis irregularidades na transferência de cerca de R$ 3,7 bilhões para fundos ligados ao Master, entre 2023 e 2025. Castro nega favorecimento, recebimento de benefício pessoal ou qualquer relação indevida com Vorcaro.
Crise no STF e embates entre ministros A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF, intensificada nas últimas semanas depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Desde então, vieram a público outros documentos e mensagens — parte deles ainda sob sigilo — com citações a outros integrantes da Corte e a seus familiares.
Moraes e Gilmar Mendes criticam a condução de Mendonça no caso Master. Moraes o acusa de ter cometido irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações que envolvem autoridades com foro. Gilmar afirma que a atuação do colega teve motivação político-eleitoral.
Mendonça nega as acusações. Na última terça-feira (15), terminou sem decisão a sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir o relatório da PF que atribui a Moraes mensagens trocadas com Vorcaro. A sessão foi marcada por embates e trocas de acusações entre os integrantes do tribunal.
Flávio Dino pediu vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso — e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições. Se ele não os devolver nesse período, o assunto fica automaticamente liberado para nova inclusão em pauta.
