Criminosos furtam gravador de câmera de segurança de imóvel de ex-vereador Milton Leite, preso em investigação sobre o PCC As investigações da Operação Vectura Corrupta, sobre a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nas empresas de ônibus de São Paulo, levantaram nos últimos dias uma série de questões que ainda são apuradas por promotores e policiais envolvidos no caso.

A maioria dessas novas questões tem relação direta com o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), principal alvo da operação. A revelação da existência de um escritório não incluso nos mandados de busca e apreensão da operação da última quinta-feira (17) e o fato de o lugar ter sido alvo de um roubo onde os ladrões deixaram R$ 19,2 mil para trás despertaram dúvidas.

O Ministério Público ainda apura se houve vazamento da operação, que pode ter dificultado a prisão de Leite, que se entregou um dia após (leia mais abaixo). Itens encontrados no escritório de Milton Leite (União Brasil) no último domingo (20). Montagem/g1/Reprodução/TV Globo Segundo a polícia, a casa em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, não tem registro na Prefeitura de SP e nem matrícula em cartório.

Por isso, ficou de fora da lista de buscas na operação deflagrada na quinta-feira (17) para apurar a infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo. Apesar de documentos pessoais de Milton Leite terem sido encontrados dentro do imóvel, a ligação do espaço com o ex-vereador só foi confirmada depois que o advogado da empresa Lesimo Sondagens Projetos e Construções Ltda., proprietária do local, compareceu à delegacia e entregou as chaves do imóvel.

A Lesimo é uma empresa de engenharia e perfuração de solos registrada em nome do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e de seu filho, o deputado estadual Milton Leite Filho. Criminosos furtam escritório de Milton Leite na Zona Sul de SP e levam HD com imagens Após a invasão alertada pelos vizinhos, a polícia encontrou dentro do imóvel a quantia de R$ 19.261 sobre o sofá da casa, além de uma planilha com nomes e valores supostamente pagos pela empresa da família Leite.

A polícia quer entender o contexto dos pagamentos e se a lista tem alguma ligação com figuras políticas do estado de São Paulo. Registro da Junta Comercial do Estado de São Paulo sobre a empresa dona da casa em Santo Amaro. Reprodução/Jucesp Operação Vectura Corrupta Milton Leite foi preso na sexta-feira (18), após se entregar na delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande SP, que investiga o PCC.

Ele foi alvo de mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta e ficou mais de trinta horas foragido. Conforme o g1 noticiou, o Ministério Público e a Polícia Civil querem saber se houve vazamento de informações privilegiadas da ação para o ex-vereador, uma vez que vários endereços dele foram revistados pela Polícia Civil, que não o encontrou. Em coletiva de imprensa na quinta-feira (17), o delegado Fabrício Intelizano – de Mogi das Cruzes – afirmou que vai apurar se houve vazamento no decorrer da investigação.

“A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação. Mas a gente não pode afirmar de maneira categórica. Tanto que a maioria dos alvos foi encontrado.

Se tivesse ocorrido de fato qualquer tipo de situação assim, o resultado da operação teria sido outro. Mas isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, afirmou (veja vídeo abaixo). Delegado diz que supostos vazamentos da operação contra Milton Leite devem ser apurados Nesta segunda-feira (21), a defesa de Milton Leite entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

Os advogados argumentam que a ordem de prisão se baseou apenas em citações feitas por terceiros e que o ex-vereador faz uso contínuo de medicamentos e precisa de acompanhamento médico regular. A defesa de Milton Leite disse que aguarda acesso integral aos autos para demonstrar a inocência dele. Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia de SP sob suspeita de ligação com o PCC