Estados Unidos vive pior crise de sarampo desde os anos 2000 Cynthia Goldsmith/Centros de Controle e Prevenção de Doenças, via AP, Arquivo Um jovem de 18 anos é a quarta pessoa a morrer de sarampo neste ano na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O país vive o surto mais letal da doença desde que ela foi declarada eliminada no país, em 2000. Segundo o departamento de saúde estadual, o jovem não havia sido vacinado.

O gabinete do legista do condado informou que a causa da morte foi encefalomielite disseminada aguda, inflamação grave que atinge cérebro e medula espinhal como reação ao vírus. As quatro mortes confirmadas até agora têm um ponto em comum: nenhuma das vítimas estava vacinada. Sem base científica, Trump cita autismo e ‘risco de morte’ ao reduzir vacinação infantil As primeiras foram anunciadas em agosto, quando dois bebês do condado de Lancaster, no sudeste do estado, morreram após serem infectados.

No último sábado, uma mulher de 40 anos do condado de Jefferson, área rural do oeste da Pensilvânia, morreu por complicações da doença. A quarta vítima é o jovem de 18 anos, que vivia em Mifflin. O país vive o pior surto de sarampo da história.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) contabiliza 3.294 casos de sarampo no país neste ano, dos quais 267 evoluíram para quadros mais graves, com necessidade de internação. O total já supera em 43% todos os casos registrados em 2025. EUA manda apagar registro de morte por sarampo no país Reprodução Mas, sobre as mortes há uma disputa política.

As mortes na Pensilvânia se tornaram alvo de disputa política dentro do próprio governo americano. O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., questionou publicamente se o sarampo teria sido a causa direta de algumas delas.

No mês passado, a médica Erica Schwartz, recém-nomeada diretora do CDC, orientou a equipe da agência a excluir as duas primeiras mortes — as dos bebês de Lancaster — da contagem nacional. A decisão rompe com a prática histórica do CDC que sempre validou os números repassados pelos estados. Como resultado, hoje, para o governo americano não há nenhuma morte confirmada por sarampo no país.