Operação Diamante mira quadrilha responsável por furtos em lojas Uma quadrilha especializada em furtar cofres de lojas foi alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil (veja vídeo acima). Na quinta-feira (17), a Operação Diamante cumpriu sete mandados de busca e apreensão domiciliar contra membros do grupo. Os detalhes do caso foram divulgados nesta sexta-feira (18), em coletiva de imprensa no Recife.

O prejuízo para empresas foi de aproximadamente R$ 386 mil. A investigação apontou, ao menos, 10 envolvidos no esquema criminoso, que tem atuação em cinco estados do Nordeste: Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo o delegado João Paulo de Andrade, responsável pela investigação, a quadrilha era estruturada e utilizava o mesmo procedimento para realizar os furtos.

"Utilizava de modus operandi de ferramentas sofisticadas para acessar uma grande rede varejista através do teto desses estabelecimentos comerciais. Ao ingressar nessas lojas, eles acessavam o cofre e dispunham de ferramentas sofisticadas para acessar as estruturas metálicas dos cofres e subtrair valores e relógios dessas lojas", informou. O grupo invadia as lojas durante a noite e utilizava discos e serra-copo diamantados, esmerilhadeiras e outros equipamentos para violar os cofres.

Foram identificados sete furtos em seis lojas, entre 5 de dezembro de 2022 e 2 de maio de 2023. A loja com maior prejuízo, com perda de R$ 125 mil, fica localizada na Rua Sete de Setembro, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. Operação Diamante cumpre mandados de busca e apreensão PCPE/Divulgação Crimes conectados Os crimes em diferentes estados foram conectados após um mesmo carro ser usado pelos bandidos em dois furtos.

Com auxílio de relatórios de inteligência financeira, foi possível identificar integrantes da organização criminosa. "Nós identificamos que um veículo estava em dois furtos, qualificados mediante arrombamento. A partir daí, começamos o trabalho de campo e, em conjunto com relatórios de inteligência financeira, foi possível identificar outros integrantes dessa organização criminosa", explicou o delegado.

Um dos endereços alvo de mandado de busca e apreensão foi uma empresa do ramo de bebidas, que funcionava de fachada e pertence ao chefe da organização criminosa. Com as informações e materiais apreendidos, será possível dar entrada no pedido de prisão de alguns dos criminosos. A investigação também analisou a estrutura financeira do grupo, que utilizava empresa de fachada e "laranjas" para movimentar e ocultar recursos.

Entre os próximos passos da Operação Diamante está a representação para prisão dos envolvidos nos crimes. Operação Diamante cumpre mandados de busca e apreensão PCPE/Divulgação VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias