Anthony Garotinho em coletiva na manhã desta quinta-feira (24) Reprodução/TV Globo O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) reclamou, na manhã desta quinta-feira (24), da demora do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para analisar os embargos de declaração apresentados pela defesa contra a decisão que inviabilizou sua candidatura ao Palácio Guanabara.
“Eu quero só ser julgado”, pressionou Garotinho, ao cobrar que a Corte analise o recurso apresentado por sua defesa. “Está claro que o Tribunal não está agindo com transparência e legalidade”, acrescentou. O g1 entrou em contato com o TRE-RJ para saber se o julgamento já tem data marcada, mas ainda aguarda retorno.
Garotinho convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre o caso em “caráter de urgência”. ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Agora no g1 A defesa de Garotinho apresentou os embargos de declaração em 14 de setembro. Segundo o candidato, a legislação determina que o recurso seja analisado na sessão seguinte do TRE-RJ, o que, de acordo com ele, ainda não ocorreu.
Garotinho afirmou que não vai desistir da candidatura: "Eu não tirarei a minha candidatura em hipótese alguma, a menos que esse processo suba e o TSE diga que estou inelegível." Anthony Garotinho em coletiva na manhã desta quinta-feira (24) Reprodução/TV Globo Em 11 de setembro, o TRE-RJ indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio. A decisão ainda pode ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Tribunal considerou que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos por 8 anos, em razão de uma condenação definitiva por improbidade administrativa em um processo que apurou o desvio de verbas da Saúde. Na época, Garotinho era secretário de Governo na gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho. Na época, a defesa de Anthony Garotinho contestou a decisão da Justiça do Rio e disse que "persistir na execução de uma pena já exaurida viola a Lei de Improbidade e a segurança jurídica".
