Unidade da Casas Bahia. Varejo/Divulgação A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira (21), o início da recuperação judicial da Casas Bahia e de outras nove empresas do grupo. A decisão foi assinada pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
Segundo a decisão, as empresas cumprem os requisitos legais necessários para avançar com a recuperação, apesar de ainda haver documentos pendentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O grupo terá 30 dias para apresentar as informações que faltam.
Caso não cumpra a determinação, a autorização poderá ser revogada. Entre as pendências estão dados sobre o fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas, projeções financeiras separadas para cada companhia e a atualização da lista de credores. A magistrada também manteve a suspensão temporária de determinadas cobranças judiciais contra as empresas, medida que já havia sido concedida anteriormente.
Agora no g1 Apesar das pendências, a juíza avaliou que os problemas identificados na documentação são pontuais e podem ser corrigidos durante o processo. 🔎 Nesta fase, a Justiça avalia apenas se as empresas cumprem os requisitos legais e se apresentaram os documentos necessários para iniciar a recuperação judicial. A decisão não significa que o plano de recuperação foi aprovado nem que a Justiça concluiu que as empresas conseguirão se recuperar.
O plano ainda precisa passar pela análise dos credores. A AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi nomeada administradora judicial, responsável por acompanhar e fiscalizar as atividades das empresas durante o processo e apresentar relatórios à Justiça. Após a publicação do edital, os credores terão 15 dias para informar créditos que não estejam na lista ou contestar os valores apresentados pela empresa.
Os pedidos deverão ser encaminhados diretamente à administradora judicial. O Grupo Casas Bahia entrou com o pedido de recuperação judicial em 16 de agosto, om o objetivo de renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e manter suas operações. 🔎 A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras tentem renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça enquanto mantêm suas atividades.
O mecanismo busca evitar a falência e preservar a operação e os emprego. (Veja como funciona a recuperação judicial)
