Marcas de tiros em um banco dentro de uma igreja greco-ortodoxa na vila de Hammoud, na província de Karak, no sul da Jordânia, em 24 de outubro de 2026, um dia após o ataque que deixou nove mortos e dezenas de feridos. Mussa Hattar/AFP Dois dos feridos em um ataque armado ocorrido na sexta-feira (23) em uma igreja no sul da Jordânia morreram em decorrência dos ferimentos, elevando o total de mortos para nove. A informação foi divulgada neste sábado (24) à AFP pelo ministro da Saúde, Ibrahim Al Bdour.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "O número de vítimas fatais no ataque contra a igreja da localidade de Hammud", na província de Karak, "aumentou para nove após a morte de um segundo ferido que estava em estado crítico", afirmou o ministro. Segundo ele, 25 pessoas continuavam hospitalizadas. Durante a manhã, havia sido confirmada a morte de uma oitava vítima.
Na sexta-feira (23), as autoridades haviam registrado sete mortos e 34 feridos. Segundo a Direção de Segurança Pública, os agressores invadiram uma igreja greco-ortodoxa e abriram fogo contra um cortejo fúnebre. Agora no g1 O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, afirmou que o ataque, incomum contra a comunidade cristã do país, de maioria muçulmana sunita, foi cometido por "um grupo de extremistas".
"Os serviços de segurança estão mobilizados sem descanso para localizar os autores", declarou. O rei Abdullah II da Jordânia visitou os feridos internados no hospital e afirmou, em uma publicação no X, que "o atentado terrorista contra Karak receberá a resposta mais dura". "A segurança e a proteção dos jordanianos são linhas vermelhas que não devem ser cruzadas", acrescentou o monarca neste sábado, após uma reunião do Conselho de Segurança.
O primeiro-ministro do país, Jafar Hassan, decretou três dias de luto nacional a partir de sexta-feira, com bandeiras a meio-mastro em instituições governamentais e públicas.
