Candidata do Agir ao governo de SP, Edjane Lima defende segurança e valorização de policiais em entrevista Reprodução/TV Vanguarda A candidata Edjane Lima de Souza, do Agir, foi entrevistada nesta sexta-feira (4) no jornal Link Vanguarda, da Rede Vanguarda, como parte da série de entrevistas com os candidatos ao governo de São Paulo nas Eleições 2026. Ela se apresenta na urna como policial Edjane, tem 49 anos, é natural de Surubim (PE) e atua como policial militar há 30 anos.
A rodada de entrevistas começou na quarta-feira (2), com o candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele havia sido convidado para participar da entrevista no estúdio do Link Vanguarda, mas não compareceu. Na quinta-feira (3), foi a vez de Fernando Haddad (PT), que participou da entrevista.
A série segue nesta sexta com Edjane e terá novas entrevistas com os demais candidatos ao governo paulista nos próximos dias. Durante a entrevista, a jornalista Talita França questionou Edjane sobre as quatro candidaturas anteriores por partidos diferentes, a ausência de bens na declaração apresentada no registro da candidatura e a falta de um plano de governo disponível no site do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na entrevista, a candidata afirmou que tem um imóvel declarado no Imposto de Renda e que sua equipe deve corrigir as informações sobre bens e plano de governo. Ela também apontou segurança, saúde e defesa da mulher como as três prioridades de sua campanha. Agora no g1 Veja a entrevista na íntegra: Talita França: A senhora disputa um cargo público pela quarta vez e pelo quarto partido diferente.
A senhora não teme que o eleitor veja essas mudanças como uma certa incoerência, candidata? Edjane Lima de Souza: Boa tarde a todos. Eu acredito que não, porque isso valeu como experiência para mim.
Talita França: E essa experiência trouxe o quê para o eleitor? Edjane Lima de Souza: Eu acredito que o partido não influencia na ação do parlamentar em si. Ele serviu como experiência.
Talita França: E a senhora não vê como incoerência nenhuma? Edjane Lima de Souza: Não vejo incoerência. Talita França: A senhora é policial militar de carreira.
Em julho, teve uma remuneração bruta de R$ 11 mil, e esses dados são públicos. Mas a senhora não declarou nenhum bem ao registrar sua candidatura. Por quê, candidata?
Edjane Lima de Souza: Então, esse dado de R$ 11 mil não é correto, porque o meu salário é R$ 5.482. Se a gente for levar em consideração o meu salário bruto. A minha declaração não foi levada ao conhecimento.
Ela foi declarada e eu fiz a minha declaração de Imposto de Renda, mas eu acredito que a equipe deve estar ajustando isso para poder subir essa informação. Talita França: Mas dá tempo ainda, está tudo dentro do prazo? E a senhora tem bens a declarar?
Edjane Lima de Souza: Sim, eu tenho um imóvel que eu declarei na minha declaração de Imposto de Renda. Isso pode ser comprovado e eu acredito que a equipe vai estar corrigindo isso. Talita França: Candidata, também não foi anexado nenhum plano de governo no site do TCE, que é justamente para consulta pública do eleitor.
Isso não chega a ser um desrespeito com o eleitorado, candidata? Edjane Lima de Souza: Olha, eu acredito que ele vai estar vendo alguma informação incorreta, porque o meu plano de governo tenho certeza que ele foi protocolado, sim, no TCE. Talita França: É, consultando o site do TCE, não aparece nenhum plano de governo disponível.
Edjane Lima de Souza: Tudo bem, a gente pode verificar isso, mas eu tenho certeza que a minha equipe fez isso. Talita França: Então, aproveita para contar para a população, para o eleitorado, qual vai ser a sua prioridade número um na sua campanha? Edjane Lima de Souza: A prioridade número um, a segurança.
Depois, nós temos a prioridade número dois, saúde, e a número três, defesa da mulher. Talita França: A segurança é qual a proposta? Edjane Lima de Souza: Não tem como a gente falar da segurança sem falar sobre a valorização dos policiais militares de São Paulo.
A gente vai corrigir distorções salariais e a injustiça que foi cometida com os terceiros-sargentos e segundo-tenentes. E uma série de coisas que a gente precisa fazer. Talita França: Nosso tempo acabou.
Muito obrigada, candidata. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
