Homem é morto a tiros no bairro Aurélio Caixeta, em Patos de Minas Dois dos quatro réus acusados pela morte do comerciante Henrique Rodrigues Amaral, de 25 anos, assassinado a tiros em plena luz do dia em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, foram condenados pela Justiça de Minas Gerais. Marcus Vinicyus Santos Lopes foi condenado na terça-feira (15) a 19 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
Já Warley Júnior Lopes foi condenado a 18 anos de prisão, também em regime inicial fechado, em julgamento realizado em fevereiro de 2026. O g1 entrou em contato com a Defensoria Pública, que representa Marcus Vinicyus, e advogado de Warley, Jefferson Jesus Barbosa, para saber iriam se manifestar sobre a condenação, mas não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Henrique foi morto em 12 de agosto de 2024, no bairro Aurélio Caixeta.
Segundo a denúncia, ele estava na rua quando foi abordado por homens que estavam em uma motocicleta. A vítima tentou fugir, mas foi atingida por disparos. A investigação apontou que Henrique vinha sendo ameaçado e perseguido por integrantes de um grupo criminoso.
Segundo a decisão, homicídio foi cometido por vingança, relacionada à amizade da vítima com pessoas ligadas a um grupo criminoso rival. Os acusados teriam agido em conjunto para matar Henrique. A investigação apontou que a vítima era ameaçada e que o crime teria relação com a morte de outra pessoa ligada ao grupo criminoso dos denunciados.
Os documentos também descrevem que, após o homicídio, Marcus teria entrado em contato com Diego e pedido que buscasse a moto usada no crime. A acusação afirmou ainda que Marcus relatou que foi atingido na perna durante o confronto. Henrique Rodrigues Amaral foi morto a tiros em Patos de Minas Reprodução/Redes Sociais Réu é condenado a 19 anos O processo de Marcus Vinicyus foi separado do processo dos demais acusados durante a tramitação da ação penal.
Ao final do julgamento, Marcus foi condenado a 19 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela participação no homicídio. Segundo a acusação apresentada no processo que reuniu os demais réus, Marcus teria sido apontado como o responsável pelos disparos. Uma testemunha sigilosa relatou aos investigadores que Warley conduzia a motocicleta enquanto Marcus teria atirado contra Henrique.
Warley também foi condenado Warley Júnior Lopes foi julgado pelo Tribunal do Júri e recebeu pena de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Durante o julgamento realizado em fevereiro de 2026, os jurados consideraram que Warley participou do crime e que houve intenção de matar. Eles também entenderam que os disparos colocaram outras pessoas em risco.
A sentença considerou, portanto, Warley condenado por homicídio qualificado. 🔍 Homicídio qualificado é quando uma pessoa mata outra em circunstâncias que tornam o crime mais grave, como por motivo torpe ou fútil, meio cruel, emboscada ou para assegurar a execução de outro crime.
Leia também: Falso consórcio engana vítimas com promessa de contemplação Mãe e padrasto são presos após bebê ser internada com queimaduras de cigarro Idoso é preso após se masturbar diante de duas jovens Outros dois acusados ainda serão julgados Os outros dois réus do processo, Diego Eli de Melo Rosa e Felipy Marques dos Santos, ainda não foram julgados pelo Tribunal do Júri porque recorreram da decisão. A pena não foi informada.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisou os pedidos, mas decidiu manter a decisão anterior. Com isso, Diego e Felipy continuam sujeitos a julgamento pelo Tribunal do Júri. As acusações contra os dois também serão analisadas pelos jurados durante o julgamento.
Ainda não há data marcada para os julgamentos. O g1 entrou em contato com a advogada de Diego, Laura Alves de Araujo, e o advogado de Felipy, Gustavo Virgílio Rocha Pereira, para comentarem sobre o julgamento, porém não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. Como foi o crime O assassinato aconteceu por volta das 11h03 de 12 de agosto de 2024, no cruzamento da rua Três Marias com a rua Padre Antônio de Oliveira.
Conforme consta no processo, Henrique foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. Veja o vídeo acima. Segundo a investigação, os tiros foram feitos em uma rua durante o dia, onde havia circulação de pessoas e veículos.
A acusação também sustentou que a vítima foi surpreendida e atingida inclusive durante uma tentativa de fuga. Na época, testemunhas contaram à Polícia Militar que Henrique estava armado e teria reagido aos disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e tentou reanimá-lo por cerca de 30 minutos, mas ele não resistiu.
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