Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema Globo Os novos desdobramentos do caso Master e a crise no STF passaram a ocupar o discurso dos candidatos à Presidência nos últimos dias. Em meio às revelações envolvendo integrantes da Corte, os presidenciáveis apresentaram diferentes respostas para o episódio, que vão da saída de Moraes do tribunal à discussão de uma nova Constituição.
Lula tem defendido que eventuais irregularidades reveladas pelo caso Master sejam investigadas, mas dentro das regras institucionais e sem transformar suspeitas em condenações antecipadas. Nesta sexta-feira (4), o presidente também voltou a defender uma reforma do Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na estrutura da Justiça brasileira ao longo do próximo ano, caso seja reeleito.
Flávio Bolsonaro (PL), que já vinha fazendo críticas ao ministro Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta que viu uma “luz no fim do túnel” nas declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Romeu Zema (Novo) passou a defender a prisão de Moraes. Ronaldo Caiado (PSD) pediu a renúncia do ministro e propôs mudanças nas regras do Judiciário.
Renan Santos (Missão) afirmou que, se eleito, atuará para afastar Moraes e Dias Toffoli e defendeu que o país discuta uma nova Constituição. Augusto Cury (Avante), por sua vez, adotou um tom menos direcionado aos ministros e afirmou que ninguém deve ser poupado de eventuais investigações. Mendonça e Moraes LUIZ SILVEIRA/STF Romeu Zema (Novo) passou a defender a prisão de Moraes.
Ronaldo Caiado (PSD) pediu a renúncia do ministro e propôs mudanças nas regras do Judiciário. Renan Santos (Missão) afirmou que, se eleito, atuará para afastar Moraes e Dias Toffoli e defendeu que o país discuta uma nova Constituição. Augusto Cury (Avante), por sua vez, adotou um tom menos direcionado aos ministros e afirmou que ninguém deve ser poupado de eventuais investigações.
A crise ganhou força após virem a público novos elementos das investigações relacionadas ao Banco Master, que colocaram integrantes do Supremo no centro do debate político e provocaram uma série de manifestações dos candidatos à Presidência. Agora no g1 Lula defende investigação e reforma Lula afirmou que eventuais irregularidades devem ser investigadas, mas criticou ataques às instituições e condenações antecipadas em meio à divulgação de informações sobre o caso Master.
O petista também tem defendido que as apurações ocorram dentro das regras institucionais e sem transformar suspeitas em condenações antes da conclusão das investigações. Nesta sexta, ao discursar durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula defendeu uma reforma do judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na estrutura da Justiça brasileira ao longo do próximo ano, se for reeleito.
O petista lembrou que seu governo foi responsável pela reforma do Judiciário aprovada em seu primeiro mandato e afirmou que o tema precisa voltar ao centro do debate. "Eu sinceramente tenho o prazer e o orgulho de ter sido o presidente da República da primeira reforma do Judiciário, com Márcio Thomaz Bastos na Justiça e o nosso querido Nelson Jobim na presidência da Suprema Corte.
E tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma do Poder Judiciário brasileiro", declarou. Flávio diz que Moraes não tem condições de permanecer no STF Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que viu uma “luz no fim do túnel” nas declarações do presidente do STF, Edson Fachin, que defendeu o fim do Inquérito das Fake News e a adoção de um código de ética para ministros da Corte.
Durante agenda em São Carlos, no interior de São Paulo, Flávio disse defender o Supremo como instituição, mas voltou a criticar Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o ministro não tem condições de permanecer no tribunal e defendeu que ele seja formalmente investigado. "Ele [Alexandre de Moraes] não tem a menor condição de continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal.
Nós esperamos que o próprio pleno do STF autorize que ele seja investigado formalmente", afirmou Flávio. O senador também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem acusou de tentar proteger Moraes. Segundo o candidato, Alcolumbre deveria atuar para preservar as instituições, e não ministros individualmente.
Cury diz que 'ninguém deve ser poupado' Augusto Cury evitou direcionar suas críticas a um ministro específico e afirmou que todas as autoridades envolvidas em suspeitas devem ser investigadas. O candidato também disse que a crise tem contribuído para a perda de confiança da população nas instituições. "Toda pessoa que tem um cargo público é um empregado do contribuinte e da sociedade e tem que provar ser inocente.
E, se não provar, tem que ser culpado e levado às barras da Justiça até as últimas consequências. Ninguém deve ser isento, ninguém deve ser poupado", afirmou durante agenda em Ribeirão Preto (SP). Cury acrescentou que considera “dramaticamente triste” o momento vivido pelas instituições.
"É muito triste o que está ocorrendo, é dramaticamente triste. As pessoas não estão confiando mais nas instituições", disse. O candidato também voltou a comentar o assunto nesta sexta em suas redes sociais.
“Se envolve ministro, político ou qualquer autoridade da República, a regra tem que ser a mesma. Quem ocupa um cargo público não é dono do poder. É funcionário da sociedade”, escreveu.
Cury também afirmou que “não existe pacificação sem justiça” e questionou: “Você tem corrupto de estimação?”. Renan Santos fala em nova Constituição e afastamento de ministros Renan Santos também criticou o Supremo. Em sabatina à CNN, na quinta-feira (2), o candidato do Missão defendeu que o país comece a discutir uma nova Constituição como resposta à crise institucional.
"O Brasil precisa começar a discutir, não necessariamente executar, mas precisamos discutir já, uma nova Constituição. Porque, da maneira como está, a institucionalidade brasileira acabou. O pacto de 1988, do nosso livrinho, da nossa Constituição, acabou", afirmou.
Nesta sexta-feira, Renan foi além e afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende atuar pelo afastamento de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. "Eu serei presidente da República e uma das primeiras coisas que eu vou fazer será afastar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, liderando o Senado e a população brasileira num enfrentamento sério à corrupção, como eu sempre fiz na minha vida", disse em publicação nas redes sociais.
Renan também passou a explorar eleitoralmente o caso Master para tentar se diferenciar dos adversários. Em vídeos publicados nas redes sociais, afirmou não ter relação com Daniel Vorcaro e fez acusações contra outros candidatos sobre supostas ligações com o caso. Zema pede prisão de Moraes Romeu Zema adotou uma das posições mais duras entre os candidatos.
Em sabatina ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que os fatos envolvendo Moraes seriam motivo para prisão, e não apenas para um eventual processo de impeachment. "É motivo de prisão, não é motivo só de impeachment, não.
Um contrato de R$ 129 milhões. Esse Brasil não vai para a frente. Por isso, quem está lá em Brasília não está preocupado em administrar esse país.
Está preocupado, sim, em se proteger para continuar roubando como tem roubado. Se o Nikolas [Ferreira] fez algo errado, que pague. Se o Flávio [Bolsonaro] fez algo errado, que pague também.
Lei existe para quê?", questionou. Nesta sexta-feira, Zema voltou ao assunto nas redes sociais e reforçou o pedido de prisão de Moraes. “O que mais precisa pra esse sujeito ser preso?!”, escreveu.
O candidato também retomou o discurso contra os chamados “intocáveis”, expressão que tem usado para criticar autoridades que, na avaliação dele, não seriam responsabilizadas por seus atos. “Chega de intocáveis”, publicou. Caiado defende renúncia e mudanças no Judiciário Ronaldo Caiado defendeu a renúncia de Alexandre de Moraes sob o argumento de que a permanência do ministro no cargo pode ampliar reações contra o Supremo e colocar em risco a ordem democrática.
O candidato também afirmou que a Corte vive uma “desordem institucional” e defendeu uma reforma no Judiciário. Entre as mudanças propostas está o estabelecimento de uma idade mínima para ministros do Supremo. Caiado também voltou a pedir a quebra dos sigilos das investigações dos casos Master, Dark Horse e INSS.
"Em relação a essa desordem institucional, isso nunca foi uma rotina no Supremo [Tribunal Federal]. Eu me lembro bem de, como deputado federal, conviver com o Supremo, onde as pessoas ali guardavam 100% a liturgia do cargo, o decoro do cargo, a formalidade das audiências. Então, é este o Supremo que a sociedade brasileira quer", disse em entrevista ao jornal "Folha de S.
Paulo". Nesta sexta, em sabatina do site Uol, voltou a falar sobre o tema.
Durante a entrevista, Caiado foi questionado sobre a atual crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal, o candidato do PSD disse que, se eleito, deseja fazer reformas no Supremo, com foco na escolha de ministros com mais de 60 anos, na avaliação do currículo do candidato perante autoridades ligadas à Justiça e na imposição aos futuros ministros de um período de quarentena para assumir cargos políticos antes e depois de assumir uma vaga no STF.
"Já há mais de três semanas venho solicitando que o Supremo Tribunal Federal quebre todos os sigilos para que a sociedade tenha conhecimento daquilo que foi levantado em decorrência da vida de qualquer um dos políticos que estão se apresentando, para que não haja um golpe à democracia brasileira", afirmou.
