Debate com os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Willian Guedes/TV Morena O debate da TV Morena entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (29), reuniu discussões sobre os principais desafios do estado e propostas para diferentes áreas da administração pública. Ao longo dos blocos, os candidatos também trocaram críticas e questionamentos.

Participaram do debate Delcídio Amaral (PRD), Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT) e Lucien Rezende (PSOL). Entre os temas discutidos estiveram segurança pública, habitação, agricultura familiar, prevenção à corrupção e reforma tributária.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Os candidatos foram convidados pela TV Morena, levando em consideração a lei eleitoral que garante a participação em debates dos candidatos que integram partidos ou federações com representação no Congresso Nacional, conforme os critérios previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Portaria TSE nº 473, de 29 de julho de 2026.

Veja cada o que os candidatos disseram em cada bloco e nas considerações finais: 1º bloco: perguntas com tema livre; 2º bloco: perguntas com tema determinado; 3º bloco: perguntas com tema livre; 4º bloco: perguntas com tema determinado; Considerações finais. A ordem das perguntas foi definida por sorteio durante reunião com os representantes dos candidatos. Em cada bloco, cada candidato teve direito a fazer uma pergunta e a responder apenas uma vez, de modo que todos perguntem e todos respondam.

O candidato que fez a pergunta teve 30 segundos para formulá-la e mais 1 minuto e 15 segundos para a réplica. Já o candidato que respondeu teve 3 minutos e 15 segundos, podendo administrar esse tempo entre a resposta e a tréplica. Nas considerações finais, cada participante teve 2 minutos e 15 segundos para se dirigir ao eleitorado, seguindo a ordem previamente sorteada.

Bloco 1: Candidatos debatem sobre corrupção, segurança, agricultura familiar e habitação Debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul: bloco 1 Durante o tema livre do debate, Fábio Trad (PT) questionou Eduardo Riedel (PP) sobre casos de corrupção envolvendo a área da saúde durante o atual governo e citou investigações relacionadas à Santa Casa e à Operação Gutemberg. O candidato também perguntou se Riedel esteve com ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Nova York. Veja o vídeo acima.

🔎 O que foi a Operação Gutemberg? - O grupo utilizava a regulação de vagas de exames, cirurgias e leitos do Sistema Único de Saúde como condição para forçar prefeituras municipais a comprarem livros paradidáticos. Em resposta, Riedel afirmou que o governo é intolerante à corrupção e citou dados da Controladoria-Geral do Estado, segundo os quais a integralidade das denúncias foi analisada em três anos, com 189 sanções a empresas e R$ 25 milhões em multas.

Na sequência, questionou a atuação de Fábio na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Fábio voltou a cobrar uma resposta sobre Daniel Vorcaro. Também afirmou que, apesar dos números apresentados pelo governo, a população enfrenta dificuldades na saúde e nas estradas.

Riedel negou ter se encontrado com Vorcaro em Nova York, disse que estava nos Estados Unidos da América (EUA) em busca de investimentos para Mato Grosso do Sul e voltou a questionar a atuação de Fábio na Embratur. Os dois também trocaram acusações sobre divulgação de informações falsas e ausência de propostas durante o debate. Na sequência, Riedel foi o segundo a perguntar e fez o questionamento a Delcídio Amaral (PRD).

A pergunta foi sobre como o candidato pretende distribuir de forma mais justa os resultados do crescimento econômico de Mato Grosso do Sul. Delcídio afirmou que pretende priorizar a tecnologia e integrar, por meio dela, serviços de educação, saúde e segurança pública. Na resposta, Riedel destacou investimentos em energia, segurança alimentar e sustentabilidade, áreas que, segundo ele, têm atraído novos empreendimentos para Mato Grosso do Sul e contribuído para a geração de empregos e renda.

Ele também citou a qualificação profissional nas escolas. Delcídio defendeu maior aproveitamento do gás natural produzido no estado e criticou a falta de qualificação da mão de obra local para atender aos grandes projetos. Para o candidato, é necessário investir principalmente no ensino médio e cobrar contrapartidas das empresas para garantir que os empregos gerados pelos novos empreendimentos beneficiem os moradores de Mato Grosso do Sul.

Lucien Rezende foi o terceiro. Ele perguntou a Fábio Trad quais são as propostas dele para reduzir o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul. Fábio reconheceu a falta de investimentos em moradia no estado e afirmou que pretende fazer parcerias com o governo federal para ampliar a construção de casas, com critérios que, segundo ele, evitem direcionamento político.

Lucien afirmou que cerca de 400 mil pessoas com mais de 60 anos vivem no estado e que, segundo seu plano de governo, 40 mil idosos não têm casa própria. Também citou mulheres vítimas de violência doméstica que precisam de moradia para se afastar dos agressores. O candidato propôs a construção de 80 mil moradias e a criação de um cadastro único para organizar a fila.

Fábio citou a estimativa de 78 mil pessoas sem casa própria, defendeu subsídios para financiamento, regularização fundiária e prioridade para mães solo, idosos, aposentados e pessoas com deficiência. Ao final, afirmou que pretende ampliar a parceria com o governo federal para enfrentar o déficit habitacional. No debate, Delcídio Amaral foi o último a perguntar.

Ele questionou Lucien Rezende sobre propostas para a agricultura familiar, incluindo comunidades indígenas e quilombolas. Lucien criticou a estrutura de atendimento ao pequeno produtor e afirmou que há falta de recursos para visitas às propriedades e de estrutura para análise do solo. Delcídio defendeu a ampliação da assistência técnica, a oferta de equipamentos e a criação de canais de comercialização para agricultores familiares.

Também destacou o cooperativismo e citou o programa "Luz para Todos" como uma política que levou energia elétrica ao campo. O candidato ainda mencionou problemas de acesso à água em comunidades indígenas. Lucien concordou com a necessidade de investimentos e citou a falta de saneamento e água potável em aldeias e assentamentos.

Como exemplo, mencionou famílias de um assentamento em Corumbá que, segundo ele, convivem há mais de 20 anos com água salobra. Bloco 2: gestão pública, prevenção à corrupção, reforma tributária, educação e logística Debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul: bloco 2 No segundo bloco do debate da TV Morena, os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul responderam a perguntas com temas determinados.

Lucien Rezende (PSOL), Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT) e Delcídio Amaral (PRD) discutiram integridade na gestão pública, reforma tributária, educação em tempo integral, logística e transportes. Veja o vídeo acima. Integridade e gestão pública: Lucien Rezende abriu o bloco e perguntou a Eduardo Riedel sobre integridade, gestão pública e prevenção à corrupção.

Lucien questionou as medidas adotadas pelo governo para combater irregularidades e, durante o debate, defendeu maior fiscalização e acompanhamento da administração estadual. Também criticou a permanência prolongada de pessoas em cargos de relevância, por considerar que a prática pode favorecer irregularidades. Riedel afirmou que o combate à corrupção depende da atuação conjunta dos órgãos de controle e disse que o governo não tolerou desvios identificados durante a gestão.

Riedel também citou investigações recentes nas áreas da Saúde e da Segurança Pública como exemplos da atuação dos mecanismos de controle. Segundo ele, auditorias e corregedorias devem atuar em conjunto com instituições como o Ministério Público para identificar e investigar possíveis irregularidades. Reforma tributária: No segundo confronto, Fábio Trad perguntou a Delcídio Amaral sobre a reforma tributária e questionou o modelo de desenvolvimento econômico baseado em incentivos fiscais.

O candidato também levantou a situação dos pequenos negócios diante da política de incentivos adotada no estado. Delcídio defendeu uma revisão da política de incentivos e maior atenção a pequenos produtores e empresários. Durante o confronto, também criticou as dificuldades de acesso a financiamento e relacionou a revisão dos benefícios à possibilidade de ampliar recursos para áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública.

Educação em tempo integral: Delcídio Amaral perguntou a Fábio Trad sobre educação e a ampliação das escolas de tempo integral. Os candidatos discutiram o desempenho de Mato Grosso do Sul nos indicadores educacionais e medidas para melhorar a qualidade do ensino. Fábio defendeu a realização de novos concursos para reduzir a quantidade de professores contratados, além da equiparação da remuneração entre profissionais contratados e concursados.

Também propôs melhorar a estrutura das escolas, climatizar salas de aula e ampliar o uso de tecnologia no ensino. Durante o confronto, os candidatos também abordaram a ampliação do ensino integral, a estrutura de laboratórios, a formação técnica e parcerias com instituições públicas de ensino.

Logística e transportes: No último confronto, Eduardo Riedel perguntou a Lucien Rezende quais conexões entre diferentes modais de transporte seriam necessárias para aumentar a competitividade da logística de Mato Grosso do Sul. Lucien criticou o planejamento da infraestrutura diante da chegada de novos empreendimentos ao estado. Citou o impacto do aumento do transporte de cargas sobre as rodovias, especialmente a BR-262, e defendeu maior utilização das ferrovias.

O candidato também destacou o Corredor Bioceânico e afirmou que Mato Grosso do Sul precisa se preparar para aproveitar as oportunidades econômicas abertas pela nova rota. 🔎 O que é o Corredor Bioceânico? Com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão, o Corredor Bioceânico, também chamado de Rota Bioceânica, é um corredor rodoviário internacional que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias que atravessam Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

O principal objetivo do projeto é reduzir o tempo e os custos do transporte de cargas entre os países do Mercosul e os mercados asiáticos. Riedel contestou as críticas e citou investimentos, concessões e obras de infraestrutura em andamento. Também defendeu o uso de tecnologia para melhorar a logística e preservar a competitividade de Mato Grosso do Sul.

Bloco 3: celulose, industrialização, saúde, meio ambiente e feminicídio Debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul: bloco 3 No terceiro bloco do debate da TV Morena, os candidatos responderam a perguntas com temas livres. Delcídio Amaral questionou Riedel sobre a regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul e citou uma pesquisa segundo a qual a área é apontada como prioridade por 44% da população. Veja o vídeo acima.

Riedel afirmou que a saúde depende da atuação conjunta dos municípios, do estado e da União e defendeu a ampliação da estrutura regional. Segundo ele, Mato Grosso do Sul passou de um hospital regional para quatro nos últimos anos, além de receber novos investimentos em Corumbá e Campo Grande. Delcídio defendeu o uso da tecnologia e a criação de um cadastro único para organizar os atendimentos e evitar a sobrecarga dos hospitais de Campo Grande.

Também criticou os valores pagos pela tabela do SUS e afirmou que a situação é ainda mais complexa nas cidades de fronteira, como Corumbá, devido ao atendimento de pacientes de países vizinhos. Riedel respondeu que o governo trabalha para unificar as filas de atendimento e afirmou que o financiamento estadual já repassa aos hospitais valores superiores aos previstos na tabela do SUS. Riedel escolheu Delcídio Amaral para responder sobre como diversificar e ampliar a economia de Mato Grosso do Sul.

Delcídio afirmou que o estado ainda depende principalmente de atividades primárias e defendeu a industrialização e a agregação de valor à produção. Citou projetos de papel e celulose, o uso do gás natural da Bolívia, a mineração e a possibilidade de ampliar a metalurgia. Para ele, o processo deve ser acompanhado de qualificação profissional e integração entre universidades e setor produtivo para preparar os moradores do estado para os novos empregos.

Riedel afirmou que os incentivos fiscais também beneficiam pequenos negócios e citou a geração de 120 mil empregos com saldo positivo como resultado da política de atração de investimentos. Delcídio voltou a defender a qualificação da mão de obra local e destacou o papel das universidades e dos institutos federais. Também propôs ampliar a discussão sobre sustentabilidade e mercado de carbono como forma de preservar o meio ambiente e gerar recursos para a economia do estado.

Lucien Rezende perguntou a Fábio Trad sobre a preservação ambiental, em meio às tempestades recentes em Campo Grande, e citou o Pantanal, que tem cerca de 70% de sua área em Mato Grosso do Sul. Fábio criticou uma declaração atribuída a Reinaldo Azambuja sobre o Ministério do Meio Ambiente e defendeu que o desenvolvimento econômico esteja associado à preservação ambiental.

Lucien citou problemas de assoreamento na região de Costa Rica que, segundo ele, afetam os rios Taquari, Coxim e Paraguai, e defendeu maior atenção do governo à fiscalização e à preservação ambiental. Fábio afirmou que pretende ampliar o apoio a ribeirinhos, indígenas e pescadores, além de fortalecer a prevenção e o combate aos incêndios no Pantanal. Fábio Trad questionou Lucien Rezende sobre propostas para prevenir feminicídios em Mato Grosso do Sul.

Lucien defendeu a criação de aluguel social para mulheres vítimas de violência até que tenham acesso à própria moradia, além do uso de inteligência policial e da ampliação das delegacias especializadas. Ele também propôs unidades com atendimento 24 horas, especialmente aos fins de semana. Fábio apresentou propostas como a criação do Pelotão Maria da Penha, de agentes comunitários para prevenção da violência familiar e de mecanismos de monitoramento eletrônico de agressores, além da distribuição de botões de pânico.

Lucien afirmou que o combate à violência contra a mulher também depende da valorização das forças de segurança, de investimentos em inteligência e de políticas de cultura e lazer nas periferias. Ele defendeu ações preventivas para reduzir a violência e disse que o estado precisa tirar as políticas públicas do papel para enfrentar os casos de agressão e feminicídio. Fábio também propôs ampliar o efetivo da Polícia Civil para reforçar o atendimento às mulheres.

Bloco 4: habitação, segurança pública, emprego e desenvolvimento da fronteira No quarto e último bloco do debate da TV Morena, os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul responderam a perguntas com temas determinados. Eduardo Riedel (PP), Lucien Rezende (PSOL), Delcídio Amaral (PRD) e Fábio Trad (PT) discutiram habitação, avanço do crime organizado, emprego e renda e desenvolvimento dos municípios da faixa de fronteira.

Habitação e déficit habitacional - Eduardo Riedel perguntou a Lucien Rezende sobre habitação e enfrentamento do déficit habitacional. Lucien afirmou que moradia é um direito básico e defendeu o uso de novas tecnologias para ampliar a oferta de casas populares. Citou como exemplo moradias modulares, que, segundo ele, podem ser construídas mais rapidamente, demandam menos mão de obra e têm menor impacto ambiental.

Também criticou a falta de planejamento e defendeu prioridade para famílias mais vulneráveis. Na réplica, Riedel usou inicialmente parte do tempo para se dirigir a Fábio Trad e contestar declarações feitas anteriormente no debate. Ao voltar ao tema, afirmou que, das 76 mil unidades apontadas como déficit habitacional, cerca de 50 mil estariam relacionadas ao comprometimento da renda com o custo da moradia, e não à falta física de casas.

Na tréplica, Lucien destacou investimentos do governo federal e afirmou que há quase 40 mil moradias vinculadas à gestão do presidente Lula. Também defendeu maior participação do governo estadual no atendimento às famílias de baixa renda e argumentou que trabalhadores com salários menores enfrentam dificuldades para cumprir os requisitos de acesso à casa própria.

Segurança pública e avanço do crime organizado - Delcídio Amaral perguntou a Fábio Trad quais políticas pretende adotar para a segurança pública diante do avanço do crime organizado e dos índices de criminalidade.

Fábio afirmou que o Estado está ausente de territórios onde, segundo ele, as facções avançam e defendeu a criação de um Centro Integrado de Inteligência da Fronteira, com participação das forças de segurança e órgãos de fiscalização para compartilhar informações e combater as fontes de recursos das organizações criminosas.

Na réplica, Delcídio defendeu a retomada do Centro Integrado de Segurança da Fronteira (Cisfron) e investimentos em tecnologia, com monitoramento por satélite, drones, câmeras, digitalização e melhoria da conectividade. Também propôs a contratação de policiais militares e civis aprovados em concursos e afirmou que a segurança pública será prioridade. Na tréplica, Fábio defendeu a valorização das polícias Militar, Civil, Penal e da perícia criminal.

Ele ampliou a discussão para o funcionalismo estadual, criticou a política salarial da gestão Riedel e o que classificou como modelo “privatista”. Fábio afirmou que pretende valorizar os servidores públicos. Emprego e renda - Fábio Trad perguntou a Delcídio Amaral quais são suas propostas para o primeiro emprego dos jovens, a proteção das mulheres no mercado de trabalho e medidas para permitir que pessoas com 60 anos ou mais permaneçam economicamente ativas.

Delcídio começou a resposta pelas mulheres. Citou a Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande e afirmou ter participado da implantação da unidade na capital. Também demonstrou preocupação com a violência contra as mulheres e defendeu políticas de acolhimento.

Ao tratar das pessoas com mais de 60 anos, Delcídio afirmou que elas têm condições de continuar trabalhando e prestando serviços e defendeu oportunidades para esse público. Na réplica, Fábio defendeu medidas para proteger idosos contra fraudes financeiras e problemas envolvendo empréstimos consignados. Também propôs qualificação profissional para que os jovens tenham acesso não apenas ao primeiro emprego, mas a postos de trabalho com melhores salários.

Desenvolvimento dos municípios da fronteira - Lucien Rezende perguntou a Eduardo Riedel o que o governo fez nos últimos quatro anos para levar desenvolvimento aos municípios da faixa de fronteira, especialmente por meio do turismo. Riedel afirmou que a região deve ser vista como oportunidade de desenvolvimento e citou a Rota Bioceânica, o Centro de Inovação de Ponta Porã e projetos voltados ao desenvolvimento humano.

Na réplica, Lucien disse que não encontrou, em visitas a Corumbá, Ponta Porã e Porto Murtinho, o cenário apresentado por Riedel. Ele criticou a falta de investimentos suficientes nos municípios do trajeto do Corredor Bioceânico e defendeu o turismo como instrumento de desenvolvimento econômico, destacando o potencial de Corumbá para gerar empregos e movimentar a cultura.

Na tréplica, Riedel afirmou que percorreu os 79 municípios do estado e mantém diálogo com prefeituras e câmaras municipais para identificar demandas. Citou investimentos em saneamento e habitação na faixa de fronteira, afirmou que a ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, é financiada com recursos de Itaipu e disse que o acesso está atrasado. Também defendeu investimentos em estruturas aduaneiras e tecnologia para agilizar o transporte de cargas e a circulação de pessoas.

Considerações finais Eduardo Riedel (PP) "Eu primeiro queria agradecer aqui aos candidatos, novamente a você, Lucien, mas, em especial, a você, eleitor, a todos os telespectadores da TV Morena desta noite. A gente está encerrando um processo eleitoral, de uma eleição que agora, no dia 4 de outubro, se fará presente, e eu procurei, ao longo desses 45 dias de campanha, fazer uma campanha propositiva, uma campanha de ideias, uma campanha onde a gente possa mostrar o caminho para o estado de Mato Grosso do Sul.

Eu lamento novamente as fake news, os ataques infundados, as ilações, as mentiras, mas essa é a velha política e nós já estamos acostumados com ela. Tenho tentado mudar essa prática. Nossos adversários não são os nossos presentes aqui, são os problemas de Mato Grosso do Sul, e são eles que a gente tem que enfrentar no nosso dia a dia, como digo a todos aqui: planejamento e execução.

E a gente está num estado que talvez eu tenha um indicador, já que vocês não gostam de número, que, para mim, é o mais importante alcançado nesses quatro anos. É o primeiro estado do Brasil em mobilidade social. E o que significa isso?

Que o pai, a mãe, de qualquer faixa de renda, pode sonhar que, nos próximos dez anos, o seu filho vai ter uma condição melhor do que ele teve. Esse é o objetivo final da política pública. Esse é o objetivo final de trabalhar para as pessoas.

E isso só vem num ambiente de crescimento, ambiente de desenvolvimento, um ambiente onde tem oferta de emprego, mas, acima de tudo, um ambiente onde tem escola, qualificação e preparação da nossa juventude para abraçar essa oportunidade. Nesse ambiente que a gente, pela assistência social, vai pegar e resgatar aqueles da extrema pobreza, da pobreza, para inseri-los nesse processo de crescimento.

Então, o nosso estado é o primeiro do Brasil em mobilidade social, e isso me dá muito orgulho, fruto de um conjunto de políticas públicas. Por isso que eu peço o seu voto de confiança agora, no dia 4 de outubro. Voto de confiança para reeleger Riedel, 11, governador, 222, Contar e Reinaldo, senador, e peço voto para o presidente 22, Flávio.

Muito obrigado e uma boa noite a todos." Fábio Trad (PT) “Eu e Riedel temos a mesma idade. Ele é formado em Biologia, e eu, formado em Direito e seu professor universitário. Ele, formado em Biologia e politicamente associado a um político que quer acabar com o meio ambiente.

Eu não. Eu, como jurista, quero defender a Constituição, o direito das pessoas vulneráveis e fazer a justiça social, um governo humano. Eu quero deixar bem claro a você que vota no presidente Lula: eu, Fábio Trad, sou candidato do presidente Lula e há dois candidatos ao Senado que estão com ele em Mato Grosso do Sul, o Vander Loubet, número 123, e a Soraya Thronicke, número 400.

Eu faço questão de dizê-lo porque não adianta votar no presidente Lula e escolher um candidato ao Senado que é contrário a ele e não vai viabilizar as políticas que o Brasil precisa para avançar rumo ao desenvolvimento social. E eu também preciso destacar que não critiquei o Riedel pelos números, mas pela ausência da citação de fonte. Nenhum número que ele citou aqui veio acompanhado de fonte.

São números aleatórios. Mas eu preciso dizer a você que, por trás de cada número, tem uma pessoa, tem um ser humano. Então, eu quero aqui dizer a você, dona Inês, de Dourados, que perdeu a visão porque ficou um ano esperando na fila da regulação: senhora, pensou que eu esqueci, né?

Não. Não estou aqui para defender o seu direito de ter uma boa saúde; defender o direito do servidor público a ser valorizado; defender o direito das mulheres de não morrerem por serem mulheres; defender os direitos dos ribeirinhos, dos pescadores artesanais, dos trabalhadores sub-remunerados, daqueles que não são ouvidos por um governo elitista que só enriquece os amigos do rei.

Meu nome é Fábio Trad, sou pai de cinco filhos, casado com uma profissional, uma professora, filho de Nelson Trad, um grande homem, e Teresinha Mandetta, que faleceu, mas está presente no meu coração. Votem 13. Votem Fábio Trad.” Lucien Rezende (PSOL) “Eleitor sul-mato-grossense.

Eu quero dizer a vocês que, apesar de ter me formado, de ter morado fora do país, de ter me tornado secretário de Desenvolvimento Econômico em Ribas, eu quero dizer que isso não me torna um homem culto. Pelo contrário, me sinto um homem do povo e eu tenho muito orgulho disso. Eu tenho orgulho de ter trabalhado de sol a sol com ferramenta na mão.

Eu tenho orgulho dos extras que eu como de vez em quando, das palavras. Tenho orgulho do meu jeito simples de me vestir. Tenho orgulho de sentar à mesa e dividir o mesmo pão com quem é povo igual a mim.

Porque, do jeito que eu fui criado, eu vivo. E quero dizer a você, eleitor, que quero trabalhar de sol a sol para dar o melhor que vocês merecem. Mato Grosso do Sul precisa de renovação.

Tem um grupo político que está há 20 anos no estado. Nós precisamos avançar e, para isso, nós estamos fazendo esse debate, pedindo humildemente seu voto, pedindo um voto para deputado estadual: vote 50 na legenda do PSOL. Para deputado federal, vote 50, porque eu tenho muito orgulho desse partido.

Eu tenho orgulho de uma deputada que apresentou a proposta da derrubada da escala seis por um, uma escala que assola mais de 35 milhões de brasileiros, que assola todos os comerciários de Mato Grosso do Sul. Então, hoje, não é normal uma mulher ficar oito ou dez horas em pé e, ao chegar em casa, ainda ter outro turno de trabalho. Merece mais um dia de descanso.

Então, isso que a gente faz: a política é para isso, é para isso que a gente quer melhorar a nossa política. Vote para presidente, vote no presidente Lula. Nós precisamos manter o presidente Lula no poder para poder melhorar a questão social no Mato Grosso do Sul e, sem dúvida, nós temos um candidato ao Senado que é o Beto do Movimento, que é o número 500, companheiro de luta da reforma agrária.

E vote Lucien Rezende, 50.” Delcídio Amaral (PRD) “Eu queria só fazer algumas considerações muito rapidamente, porque nós não pudemos nos aprofundar para tratar novamente a questão desse tripé: segurança pública, educação e saúde, que, para colocar em ordem, precisa da mão firme do Estado, forte do Estado, independentemente do modelo privatista desenvolvido pelo Estado de Mato Grosso do Sul. Isso é extremamente relevante, especialmente as PPPs.

As PPPs, nós não podemos criar PPPs em que o Estado entra com os ativos todos e depois o parceiro privado entra com os recebíveis. Mas isso fica para uma outra discussão. Eu quero aqui concluir.

Eu estou dizendo que eu falo aqui não apenas como candidato, mas como homem, pai, avô e sul-mato-grossense. A vida me ensinou que ninguém constrói nada sozinho. É na família que aprendemos o amor, a responsabilidade e o respeito ao próximo.

E é em Deus que encontramos a força para vencer os momentos difíceis e continuar caminhando. Por isso, quero falar diretamente das famílias que têm um pai, uma mãe, um filho ou alguém que amam esperando por uma consulta, um exame ou uma cirurgia. Para você, saúde não é número nem porcentagem, é angústia, dor e esperança.

Mato Grosso do Sul precisa de um governo humano, que cuide das pessoas, valorize profissionais, policiais, professores, prepare nossos jovens para o emprego e use a tecnologia para melhorar os serviços públicos. Como senador, ajudei a trazer mais de R$ 3 bilhões em investimentos para o nosso estado. Não estou aqui por vaidade, estou aqui porque ainda posso servir.

Com a proteção de Deus e a confiança das famílias, vamos ao segundo turno construir o Mato Grosso do Sul verdadeiramente de todos. Eu fiz, sei como fazer e vou fazer. Domingo, vote 25.

Delcídio, governador.” *Esta reportagem está em atualização. Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul: