Gerente da Vigilância em Noronha explica o que é a ciguatera após surto na ilha Fernando de Noronha investigou 637 casos suspeitos de ciguatera entre 2022 e 2026. Desse total, 255 foram confirmados. Não houve registro de mortes pela doença.
Os dados foram divulgados pela Superintendência de Saúde da Administração da Ilha. A ciguatera é uma intoxicação causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas marinhas (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Na quarta-feira (26), o Hospital São Lucas atendeu oito pessoas, entre moradores e turistas, com sintomas de ciguatera.
Os pacientes apresentaram diarreia, vômitos, dores musculares, redução dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. Todos receberam atendimento e tiveram alta hospitalar. Noronha teve 255 foram confirmados intoxicação por peixe em quatro anos Ana Clara Marinho/TV Globo Meses com mais casos Agosto e setembro são os meses com maior incidência de casos de ciguatera na ilha.
“Observamos um aumento de casos nesses meses, que pode estar associado a vários fatores. Por isso, reforçamos o monitoramento nesse período”, afirmou o gerente de Vigilância em Saúde da Administração de Noronha, Guilherme Santos. Segundo os especialistas, peixes pequenos consomem as microalgas e são comidos por peixes maiores.
Com isso, a toxina vai se acumulando ao longo da cadeia alimentar. Quando uma pessoa consome um peixe contaminado, pode desenvolver os sintomas da ciguatera. A doença também é registrados no Rio Grande do Norte.
Em Fernando de Noronha, os casos confirmados estão relacionados principalmente ao consumo de barracuda, guarajuba, sirigado e badejo. A presença das toxinas nessas espécies foi comprovada por exames laboratoriais. Os peixe das espécie barracuda estão relacionados aos casos Barracudas/Thaiza Bucair Ações preventivas Guilherme Santos informou que a Vigilância em Saúde realiza ações preventivas com pescadores e estabelecimentos comerciais.
São mais de 100 pontos, entre restaurantes, pousadas e barracas de praia. “Foram produzidas notas técnicas com orientações. A Vigilância em Saúde tem visitado os estabelecimentos e reforçado as informações sobre as espécies relacionadas aos casos e os cuidados que devem ser tomados”, afirmou o gerente.
Entre as principais recomendações estão: Pescadores devem manter o pescado capturado refrigerado com gelo. Evitar a pesca em áreas onde houve registro de casos confirmados de ciguatera. Evitar o consumo de peixes de grande porte.
Manter os cuidados de higiene durante o preparo do peixe. Evitar o consumo das quatro espécies que tiveram presença de toxinas confirmada em exames laboratoriais: barracuda, guarajuba, sirigado e badejo. Procurar atendimento médico em caso de sintomas como diarreia, vômitos, dores musculares, queda da pressão ou redução dos batimentos cardíacos.
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