Agora no g1 Ataque no aeroporto de Riad deixa 12 mortos e mais de 300 feridos Os Houthis, grupo extremista do Iêmen, emitiram um alerta de risco para novos ataques a aeroportos da Arábia Saudita e pediram que companhias aéreas, viajantes e funcionários se mantenham afastados. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O comunicado foi feito através da rede social neste domingo (11), um dia após um ataque ao aeroporto internacional de Riad ter deixado 12 mortos e mais de 300 feridos.

"Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis ​​a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina (cidades sagradas). Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas", diz o post.

O ataque deste sábado ocorreu por volta das 15h, no horário local, sem que o sistema de alerta de ameaças da Arábia Saudita emitisse qualquer aviso, segundo as informações divulgadas. Foi o mais mortal desse tipo no reino em mais de uma década e ocorre em meio a uma escalada dos combates entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita. Os Houthis assumiram a autoria do bombardeio.

Segundo o jornal americano The New York Times, Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades do grupo rebelde do Iêmen, afirmou que a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o território iemenita. O ataque forçou o fechamento temporário do Aeroporto Internacional Rei Khalid, mas o Ministério da Energia da Arábia Saudita afirmou que uma conferência internacional de energia, planejada há muito tempo, ainda está confirmada para este domingo em Riad.

O Congresso de Energia da WPC, com duração de cinco dias, está sendo realizado em um centro de convenções a cerca de 10 km do aeroporto. A TV estatal informou que mais de 70 ministros, 300 executivos de empresas e representantes de mais de 25 organizações internacionais de energia confirmaram presença. Neste domingo, o Ministério da Educação da Arábia Saudita determinou que as escolas de Riade passarão para o ensino remoto por uma semana.

"Seguindo instruções do Ministério da Educação, todas as escolas de Riade passarão para o ensino à distância durante toda a semana", dizia um e-mail enviado aos pais, visto pela AFP. Ambulância estacionada no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, após várias pessoas ficarem feridas por explosão.

Social Media/REUTERS Companhias aéreas cancelaram voos e países alertaram cidadãos Ainda neste sábado, a Kuwait Airways anunciou o cancelamento de voos para a capital saudita devido à situação de segurança. Etihad Airways e Qatar Airways também suspenderam viagens, algumas delas até segunda-feira (12). As embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha orientaram seus cidadãos a evitar o aeroporto.

A representação espanhola também recomendou evitar deslocamentos não essenciais, enquanto a Alemanha aconselhou que seus cidadãos não utilizassem o terminal até novo aviso. A embaixada americana informou ainda que funcionários do governo dos Estados Unidos que trabalham na Arábia Saudita precisam de autorização especial para utilizar o aeroporto. O Canadá também alertou que as operações estavam sendo afetadas pela atividade militar na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis. "Talvez. Vamos analisar.

Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. Mapa da Arábia Saudita e sua capital, Riade AP Photo Terceiro ataque em uma semana O aeroporto Rei Khalid já havia sido alvo de um ataque nesta quinta-feira (8), quando uma extensa coluna de fumaça foi vista sobre o local e um avião comercial da companhia estatal Saudi Arabian Airlines foi gravemente danificado.

Ao reivindicarem os ataques anteriores, os Houthis advertiram que aeronaves comerciais deveriam evitar o espaço aéreo saudita, declarado pelo grupo como zona de operações militares. Após o ataque deste sábado, o porta-voz militar dos Houthis republicou uma mensagem anterior na qual afirmava que apenas voos humanitários previamente autorizados poderiam pousar em Riade. Na publicação, acrescentou apenas a expressão "um lembrete".

A sequência de ataques ocorre em meio à intensificação do conflito no Iêmen. No início de outubro, forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita lançaram uma operação militar contra os Houthis. Desde então, o grupo rebelde intensificou os ataques com mísseis contra o território saudita, enquanto a Arábia Saudita realiza bombardeios contra posições dos Houthis no Iêmen.

Os rebeldes também apertaram o cerco à cidade de Taiz, a terceira maior do país. Ao mesmo tempo, autoridades sauditas e iemenitas afirmaram ter retomado o controle do estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem marítima estratégica que havia sido ocupada pelos Houthis no mês passado. Os ataques ao aeroporto ocorrem às vésperas de importantes conferências internacionais sobre energia e investimentos previstas para Riade.

Apesar das ameaças à segurança, os organizadores afirmaram neste sábado que os eventos serão mantidos. Coluna de fumaça é vista no aeroporto de Riade, capital da Arábia Saudita