Boitel ganha espaço na pecuária e ajuda produtores a otimizar a engorda do gado Uma estratégia que une tecnologia, cuidado com o gado e mais eficiência na produção tem ganhado espaço na cidade de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas. O chamado “boitel” vem mudando a rotina de como produtores rurais cuidam do rebanho e otimizam os custos. Na prática, o sistema funciona como um confinamento especializado.

Ao invés vez de permanecer no pasto por longos períodos, o gado é levado para uma estrutura onde recebe alimentação, manejo e acompanhamento intensivos até atingir o peso ideal para o abate. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Como funciona? Quando o animal chega ao boitel, a estadia não é apenas pasto e sombra.

Protocolo de saúde: Os animais recebem vacinas (com foco em problemas respiratórios) e tratamentos contra parasitas logo na chegada. Dieta balanceada: A alimentação é o ponto alto. Eles comem silagem de milho, grão reidratado e um concentrado produzido na própria fazenda.

Qualidade constante: A equipe oferece o trato três vezes ao dia e limpa os cochos regularmente para garantir que nada esteja mofado ou velho, garantindo saúde e apetite ao gado. Cristiano pecuarista de Cláudio TV Integração/Reprodução Em cerca de 60 dias os animais alcançam o peso de abate. Ao terceirizar a engorda, o produtor consegue acelerar o giro do seu negócio, descansar o pasto da propriedade e chegar aos frigoríficos com o boi no ponto ideal de venda, o que aproxima o produtor do mercado final.

O pecuarista Cristiano Naves, um dos produtores que utiliza o hotel para gado, explica como a estratégia é eficiente para seu negócio. "Quando o boi chega a 12 arrobas nós trazemos para o confinamento e isso acelera a minha reposição, descansa a minha fazenda e eles têm um ganho de peso bem maior. Dentro da minha própria fazenda, esse processo levaria muito mais tempo e custaria mais caro.

A margem compensa, a velocidade e traz o giro para a fazenda". A estrutura O boitel em Cláudio, que iniciou suas atividades em 2020, tem capacidade para 1.200 animais, mas já existe um plano de expansão com expectativa de chegar a 2 mil cabeças.

O 'hotel' para o gado: como o modelo de boitel está transformando a pecuária em MG TV Integração/Reprodução Segundo o proprietário do empreendimento, Adriano Pinto Francino, a decisão de abrir a estrutura veio após estudar modelos em grandes estados produtores, como São Paulo e Mato Grosso. Mais do que engordar gado, o projeto tem um viés social forte. "Pensamos no desenvolvimento local, na geração de empregos e em movimentar a economia da região", destaca Adriano.

Para isso, o local reúne uma equipe multidisciplinar, composta por veterinários, zootecnistas e especialistas em nutrição, todos focados em maximizar os resultados. O sucesso do boitel é um reflexo do que acontece na cidade de Cláudio. O agronegócio é o motor da economia local, sendo responsável por 40% do PIB do município.

A região é uma potência, produzindo entre 80 e 100 mil litros de leite por dia e enviando, mensalmente, de 3 a 5 mil cabeças de gado de corte para frigoríficos e exportação.

O 'hotel' para o gado: como o modelo de boitel está transformando a pecuária em MG TV Integração/Reprodução Leia também: Vacas deixam o pasto, passam a viver em ‘cama’ e produção de leite mais que dobra em MG 'Sabores, Sons e Memórias': Reinado do Rosário transforma Itapecerica com fé, cultura e tradição há mais de 200 anos VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas