Edinho Silva, presidente do PT, discursa em evento do partido Anderson Barbosa/PT O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (8) que o Brasil atravessa uma crise institucional em meio aos conflitos internos que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo divulgado pelo partido, ele defendeu a apuração de todas as denúncias relacionadas ao tema e disse confiar na atuação do presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, para garantir o funcionamento da instituição e a condução dos processos com transparência. Segundo Edinho, a população tem o direito de conhecer os fatos e acompanhar investigações conduzidas de forma célere e imparcial.

O dirigente também afirmou que a crise no Judiciário tem sido utilizada por adversários políticos para disseminar desinformação e criticou setores que, segundo ele, não têm compromisso com a democracia. "Acreditamos na autoridade do presidente do STF, ministro Fachin. Queremos as apurações de todas as denúncias.

Queremos que essas apurações sejam aceleradas e conduzidas com muita lisura. O povo brasileiro quer saber a verdade. O Brasil precisa que tudo isso seja passado a limpo, mas também é bom saber que não haverá democracia com o Judiciário desmoralizado", diz Edinho Silva, em vídeo divulgado pelo PT.

Agora no g1 Durante a manifestação, o presidente do PT voltou a defender reformas no sistema político e no Judiciário e associou essas mudanças ao projeto político defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele citou medidas voltadas à ampliação da renda, geração de empregos e fortalecimento de políticas sociais. Edinho também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e à família Bolsonaro, apontando contradições entre os discursos de seus adversários e episódios políticos recentes.

Segundo ele, grupos que apoiaram ações contra a democracia não têm legitimidade para se apresentar como defensores das instituições. Ao final da mensagem, o dirigente conclamou militantes do PT, partidos aliados e apoiadores da democracia a participarem do debate público nas redes sociais e nas ruas durante o período eleitoral. Ele afirmou que o resultado das eleições dependerá da mobilização da sociedade e do combate à desinformação.