DF e União fecham acordo para viabilizar empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar BRB Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou, nesta quarta-feira (23), o bloqueio de bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB) em até R$ 2,7 bilhões. A decisão foi unânime. 🔎 O BRB, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025 (veja detalhes abaixo).
➡️ O bloqueio foi determinado por um ano e tem como limite global R$ 2.761.749.206,55. Os ex-dirigentes terão um prazo de 30 dias para se manifestar. A medida, segundo o TCDF, tem por objetivo "resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pela instituição financeira".
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. PF aponta conduta temerária de dirigentes do BRB nas tentativas de compra do Master O tribunal também determinou a abertura de uma Tomada de Contas Especial (TCE) para apurar responsabilidades e possíveis danos ao patrimônio público. A medida atinge: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, ex-presidente do BRB preso na operação Compliance Zero; Dario Oswaldo Garcia Junior; Robério Cesar Bonfim Mangueira; Wily da Silva Leão; Marcelo Talarico.
A Corte também determinou que o BRB encaminhe, em até 24 horas, um relatório de auditoria independente realizada no banco. Além disso, o BRB terá 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos sobre os fatos apontados na representação apresentada pelo Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF).
Ex-dirigentes do BRB ignoraram alertas sobre o Banco Master Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que dirigentes do Banco de Brasília (BRB) continuaram avançando em operações com o Banco Master apesar de alertas, pendências e questionamentos internos sobre a viabilidade das transações.
Conforme o relatório da Polícia Federal, as trocas de mensagens aconteceram entre o ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa e o então diretor de finanças e controladoria Dario Osvaldo Garcia Junior, além do advogado Fabiano Barbosa. Em nota, a defesa de Paulo Henrique Costa afirma que "a PF erra quanto aos fatos" e que, assim que Paulo Henrique soube sobre as irregularidades, tomou as providências necessárias. A reportagem tenta contato com os advogados dos demais citados.
Fachada do banco BRB Reprodução/TV Globo Segundo a PF, as conversas, que aconteceram entre julho e novembro do ano passado, mencionam de forma repetida a possibilidade de quebra do Banco Master. "A compra do Banco Master representou, do início ao fim, um processo profundamente falho, marcado por ausência de governança, documentação irregular, liquidez inexistente e risco regulatório extremo, que acabou expondo o BRB a uma crise institucional sem precedentes", concluiu a PF.
Ainda para a PF, houve "conduta temerária dos diretores do BRB, que, diante de todas as falhas, atrasos, documentos irregulares e falta de lastros, deram continuidade à operação de compras de carteiras, tendo por muitas vezes que se desdobrarem contabilmente para satisfazer as vontades do Master, bem como [do ex-presidente do banco] Paulo Henrique".
Ex-presidente do banco foi preso Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
Crise no BRB ➡️O BRB enfrenta a pior crise de sua história desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou as suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. ➡️O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra foi barrada pelo Banco Central e, depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro.
➡️O governo do DF é acionista majoritário do BRB e tenta, agora, um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio da instituição. O governo federal já informou que não pode dar garantia a essa operação, mas o DF vem insistindo no pedido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
