Estudo mostra impacto de programa para idosos em Volta Redonda Divulgação/PMVR Um estudo realizado pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) analisou o alcance das políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável em Volta Redonda (RJ), com foco no Programa Viva Melhor. A iniciativa municipal atende mais de 7,2 mil pessoas e se destaca pela integração entre saúde, exercícios físicos, proteção social e convivência comunitária.

Segundo a administração municipal, o Viva Melhor conta atualmente com 7.227 participantes. Na Assistência Social, são 5.337 idosos distribuídos em 79 grupos de convivência, enquanto a Policlínica da Melhor Idade realiza média de 1.050 atendimentos mensais. O levantamento avaliou as ações conjuntas das secretarias municipais de Saúde (SMS), Assistência Social (SMAS) e Esporte e Lazer (SMEL), apontando que o acompanhamento continuado fortalece a autonomia e a independência funcional da terceira idade.

Vídeos em alta no g1 ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Longevidade e rotina de exercícios A pesquisa cruzou o modelo adotado no município com evidências científicas internacionais. Um dos artigos citados, com base em uma amostra de mais de 650 mil pessoas, relacionou a prática de atividade física ao aumento da expectativa de vida — com ganhos médios de 1,8 a 3,4 anos.

Para os pesquisadores do UniFOA, programas permanentes como o de Volta Redonda criam condições para ganhos de dois a três anos na longevidade dos participantes, além de prevenir perdas cognitivas e motoras. Embora a mensuração desse impacto específico exija acompanhamento a longo prazo, o relatório atesta que as atividades oferecidas combatem diretamente os fatores de risco do sedentarismo.

Muito além das viagens A pesquisa também contextualizou a tradicional Viagem da Melhor Idade como parte de uma engrenagem de incentivo e permanência. Para ter direito ao passeio, o idoso precisa estar matriculado há pelo menos um ano, apresentar atestado médico atualizado e atingir frequência mínima de 70% nas atividades. Ao longo do ano, os inscritos contam com modalidades esportivas orientadas, acompanhamento profissional, eventos como as Olimpíadas Viva Melhor e o Festival de Dança.

A proposta principal é criar rotinas que estimulem a socialização e quebrem o isolamento. Acompanhamento multiprofissional Na área da saúde, o estudo enfatiza o fluxo que começa na Atenção Primária, nos bairros, e segue para a assistência especializada na Policlínica da Melhor Idade quando há necessidade. A estrutura oferece controle de doenças crônicas, imunização, visitas domiciliares, prevenção a quedas e suporte a cuidadores, com equipe de médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

O estudo registrou um crescimento expressivo no volume de atendimentos da unidade entre os anos de 2022 e 2025. Transição demográfica O dimensionamento do programa acompanha o ritmo de envelhecimento da cidade. De acordo com o Censo 2022 do IBGE, Volta Redonda tinha 55.380 moradores com 60 anos ou mais — o equivalente a 21% da população total, índice superior à média do país.

O relatório conclui que a descentralização dos serviços nos bairros e a atuação multidisciplinar são peças-chave para garantir que a maior longevidade venha acompanhada de qualidade de vida e dignidade. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul