Quase 14% do eleitorado brasileiro não têm obrigação de votar Jornal Nacional/ Reprodução Quase 14% do eleitorado brasileiro não têm obrigação de votar. Nesse grupo, estão jovens entre 16 e 17 anos ou pessoas com mais de 70, mas que não abrem mão de ir às urnas. Eles têm a vida toda pela frente, mas nem pensam em perder tempo.
“Falei: ‘Mãe, eu quero tirar meu título, me dá os documentos’. Ela: ‘Ah, cara, tem certeza? Vai ficar debaixo de fila.
Domingo, perdeu o domingo’. Eu falei: ‘Vou perder o domingo com um prazer’”, conta o estudante Guilherme Pinheiro. “Estou com a minha colinha já, está tudo pronto”, diz Geovana da Silva Guimarães, de 17 anos.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O voto é facultativo para quem tem 16 e 17 anos. Mas eles não vão deixar essa oportunidade passar. Um em cada três adolescentes, de 16 e 17 anos, já têm título de eleitor.
E a Isabely Rocha, de 17 anos, não vê a hora de estrear o dela: “É a sensação de você estar fazendo algo muito importante, que você não pode errar de jeito nenhum”. A Isabely tem exemplo na família. O avô dela, Claudenir Claudio da Silva, de 77 anos, mesmo não sendo mais obrigado a ir às urnas, faz questão de votar em todas as eleições.
Repórter: Já são quantas eleições? Claudenir: Eu já perdi as contas, mas desde o meu primeiro título, que tirei em torno dos meus 18 anos, eu poderia estimar mais de 40, calculo. Repórter: O senhor nunca faltou?
Claudenir: Nunca faltei. Conheça jovens entre 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 que não abrem mão de ir às urnas Jornal Nacional/ Reprodução Dos 158 milhões de brasileiros aptos a votar, 17 milhões têm mais de 70 anos. Assim como os mais jovens, os que têm mais idade também fazem parte do grupo dos eleitores facultativos.
Em 2020, durante a pandemia, 53% deles deixaram de votar - mais da metade. Esse índice vem caindo nas últimas duas eleições. Mesmo assim, foi bem maior que a abstenção entre os eleitores obrigatórios.
O voto da experiência pode fazer diferença no resultado de uma eleição. Assim como o voto da juventude. Claudenir e Isabely sabem que o futuro de um país se constrói com a participação de todas as gerações.
“Eu também quero, daqui para frente, ir sempre. Não quero ter que faltar. Porque eu acho essencial essa participação.
Desde os 16 até onde puder, igual ele”, diz Isabely. “Ela está dando o primeiro passo dela, e eu fico orgulhoso disso”, afirma Claudenir. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Um em cada sete eleitores brasileiros pode faltar às urnas sem multa; saiba quem tem direito ao voto facultativo Eleições 2026: Não vai conseguir votar?
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