O vereador de Colinas e investigador da Polícia Civil Gaudêncio Neto (PSB) e o delegado Wlisses Alves presos em operação da Polícia Federal Reprodução/Redes Sociais A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (28), o vereador de Colinas e investigador da Polícia Civil Gaudêncio Neto (PSB) e o delegado Wlisses Alves durante a Operação Habeas Votum, que investiga suspeitas de coação eleitoral, estupro, ameaça e abuso de autoridade contra uma mulher no município.
📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Gaudêncio Neto é investigado por suspeita de coação eleitoral. Já o delegado Wlisses Alves, além de ser investigado por coação eleitoral, foi denunciado por estupro. De acordo com a PF, a vítima e os investigados apoiavam candidatos diferentes nas eleições de 2026.
Segundo a investigação, a mulher teria sofrido violência sexual e ameaças para interromper manifestações políticas feitas nas redes sociais. Veja, abaixo, quem são os investigados: Quem é Gaudêncio Neto? Gaudêncio Correia Lima Neto tem 62 anos e é natural de São Luís.
Ele é investigador da Polícia Civil do Maranhão e, em 2024, foi eleito suplente de vereador pelo PSB em Colinas, município localizado a cerca de 440 km de São Luís. Ele também concorreu ao cargo de vereador em 2020 e 2016, mas não foi eleito. Quem é Wlisses Alves?
Wlisses Alves é delegado da Polícia Civil do Maranhão, lotado na Delegacia de Colinas, no interior do estado. Ele é pós-graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal. Em um perfil em uma rede social, Wlisses Alves divulga resultados de operações policiais e prisões realizadas na região de Colinas, em alguns casos, realizados em parceria com o investigador e vereador Gaudêncio Neto.
Operação Habeas Votum PF investiga coação eleitoral e estupro contra mulher em Colinas, no MA Divulgação/PF O vereador e investigador da Polícia Civil do Maranhão Gaudêncio Neto (PSB) e o delegado Wlisses Alves foram presos, nesta segunda-feira (28), durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de coação eleitoral, estupro, ameaça e abuso de autoridade em Colinas, no interior do Maranhão.
A Operação Habeas Votum cumpriu dois mandados de prisão temporária, três de busca e apreensão em residências e dois de busca pessoal. A Justiça Federal também determinou o afastamento dos investigados das funções públicas e a suspensão do porte de arma. De acordo com a Polícia Federal, a suspeita de que as intimidações estejam relacionadas às divergências político-eleitorais e ao possível uso abusivo de função pública fez com que o caso passasse a tramitar sob supervisão da Justiça Eleitoral.
Agora no g1 As medidas determinadas pela Justiça buscam preservar provas, impedir a possível continuidade das condutas investigadas e proteger a vítima e outras pessoas envolvidas no caso. Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de coação eleitoral, estupro, associação criminosa armada, ameaça e abuso de autoridade. Outras possíveis infrações também poderão ser identificadas durante a investigação.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que as responsabilidades de cada envolvido serão apontadas somente após a conclusão das diligências. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados.
