Jornalista Okky de Souza morre aos 73 anos. Reprodução O jornalista e crítico musical Okky de Souza, escolhido por Roberto Carlos para escrever a biografia oficial do cantor, morreu na noite do último domingo (6), aos 73 anos. A causa da morte foi uma parada cardíaca, de acordo com a revista Veja.

O projeto da biografia começou em 2000, mas o livro nunca chegou a ser publicado. Okky atuaria como ghost-writer, enquanto Roberto Carlos seria apresentado como autor da obra. 🔎 Ghost-writer é o profissional que escreve um livro, discurso ou outro texto para ser publicado em nome de outra pessoa, que aparece como autora.

Ao longo da carreira, Okky acompanhou a ascensão do rock nacional nos anos 1980 e entrevistou artistas como Mick Jagger e Tina Turner. Ele também trabalhou na revista Veja por mais de três décadas, onde se destacou na cobertura de música e cultura. Nascido Octavio Chaves de Souza, em Londres, em 27 de novembro de 1952, Okky tinha dupla nacionalidade, britânica e brasileira.

No início da carreira, trabalhou com a tradução de textos da Rolling Stone americana para a edição brasileira da revista, que circulou entre 1972 e 1973. Agora no g1 Na segunda metade dos anos 1970, passou pela revista Pop, da Editora Abril. Em 1981, chegou à Veja, onde permaneceu até 2015.

Na publicação, acompanhou diferentes momentos da música brasileira e internacional. Entre os trabalhos lembrados está o perfil de Rita Lee e Roberto de Carvalho publicado em 1983. Okky também cobriu o primeiro Rock in Rio, em 1985, e entrevistou Tina Turner diretamente dos Estados Unidos.

Em uma edição de 1988, a Veja destacou ainda uma entrevista exclusiva com Mick Jagger. Relação com Roberto Carlos A relação de Okky com a música também ultrapassou o jornalismo. Ele trabalhou como letrista ao lado de Guilherme Arantes, com quem compôs “Sol do Meio-Dia”, lançada em 1982.

Após a morte do amigo, Arantes publicou uma homenagem nas redes sociais. “Partiu Okky de Souza. Meu irmãozinho de tantas venturas e de tantas aventuras, e de nenhuma desventura.

Fico devendo a foto. Acrescentarei depois, quando esse susto passar. Mas a vida não nos assusta, nem quando se susta a vida...

Fica a amizade imorredoura”, escreveu o cantor. Além da música Na Veja, Okky também atuou em outras áreas do jornalismo. No início dos anos 2000, chegou ao cargo de editor de Geral, coordenando reportagens sobre ciência, religião, comportamento, meio ambiente e questões urbanas.

Encerrou sua passagem pela revista em 2015, como editor-executivo. Como escritor, assinou o livro São Paulo, 450 Anos Luz: A Redescoberta de uma Cidade, projeto de Gilberto Dimenstein publicado em 2003. A obra recebeu menção honrosa no Prêmio Jabuti de 2004, na categoria Didático e Paradidático de Ensino Fundamental e Médio.

Okky era casado com Elenita desde 2008. Ele deixa uma filha e um enteado. O velório foi realizado na segunda-feira (7), no Cemitério da Vila Alpina, em São Paulo.