O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou o pedido da defesa do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para afastar o ministro Flávio Dino de processos relacionados ao presidenciável do PL, a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e às eleições deste ano. O caso tramita em segredo de justiça no Supremo e a íntegra da decisão não foi divulgada.
A defesa do candidato do PL à Presidência alegou que o ministro teria uma relação de proximidade com o presidente Lula e que os casos de sua relatoria sobre esses temas deveriam ser redistribuídos a outro integrante da Corte. Entre os processos citados pela defesa, estão ações sobre o uso de emendas parlamentares, o financiamento do filme 'Dark Horse' e pedidos apresentados pelo PT ao Supremo. "A suspensão não prejudica investigação.
Investigações, se e quando cabíveis, devem prosseguir, com eficiência e profundidade, mas perante o juízo imparcial e competente", disse a defesa no pedido. "O que não se pode admitir, sempre respeitosamente, é que, a poucos dias da eleição presidencial, continuem sob a relatoria do ministro Flávio Dino as causas que envolvem o Presidente, a eleição e o principal adversário do Presidente. Suspender, aqui, não é tomar partido.
É obstar o conflito e preservar a imagem da Suprema Corte", acrescentaram os advogados de Flávio. Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal Antonio Augusto/STF
