Sadi: AGU contestará afastamento de Andrei Interlocutores do presidente Lula estão aconselhando o petista a cumprir a decisão do ministro André Mendonça e aceitar o afastamento temporário do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. A avaliação é que o governo não pode se alinhar ao discurso bolsonarista de não aceitar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). "Nós não concordamos com a decisão do André Mendonça.
Mas temos de cumpri-la e recorrer. Se não cumprirmos, vamos ficar iguais aos bolsonaristas, que defendem não cumprir decisão da Justiça quando não concordam com ela", disse um interlocutor do presidente Lula. Assessores presidenciais classificam a decisão de André Mendonça de política.
O governo discorda da ordem, mas interlocutores do presidente Lula defendem que a liminar seja acatada para não passar a imagem de que o governo tem a mesma postura de bolsonaristas que pregam o descumprimento de decisões judiciais. O governo já trabalhava com a informação de que André Mendonça estava analisando a possibilidade de afastar Andrei Rodrigues do comando da PF. E viu a possibilidade de os relatórios de inteligência utilizados por Alexandre de Moraes servirem de justificativa para a ordem de Mendonça.
Foco no recurso contra a decisão A equipe de Lula já decidiu que vai recorrer da decisão do ministro André Mendonça, que nesta terça-feira (8) determinou liminarmente o afastamento do diretor da PF. O ministro submeteu sua liminar ao plenário virtual da segunda turma. Até agora, já há três votos pelo afastamento.
O do relator, André Mendonça, e dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux, que anteciparam seus votos mesmo depois de o ministro Gilmar Mendes pedir vista do julgamento. O pedido de vista não derruba a liminar de André Mendonça, que continua valendo. Com isso, o governo não tem outro caminho a não ser acatar a decisão.
Se resolver não acatá-la, criará uma situação pior, dando munição para a oposição. Com o afastamento de Andrei, deve ficar interinamente no cargo o diretor-executivo da PF, William Murad. André Mendonça e Andrei Rodrigues Gustavo Moreno/STF e Andressa Anholete/Agência Senado
