Obras de retaludamento na região do Portão do Inferno Sinfra-MT A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) publicou, nesta quinta-feira (22), um novo edital para a construção de um túnel de 170 metros na região do Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A obra está estimada em R$ 72,5 milhões, e as empresas interessadas podem apresentar propostas até as 8h30 do dia 28 de janeiro de 2027. O túnel será construído em pista de concreto, com acostamento.
Considerando os acessos, a obra terá 513 metros de extensão. A contratação será feita de forma integrada. Isso significa que a empresa vencedora ficará responsável por elaborar os projetos básico e executivo e também executar a obra.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo a Sinfra-MT, a construção tem o objetivo de aumentar a segurança no trecho, que registra quedas de pedras e outros movimentos de massa. Estudos realizados na região apontaram problemas na estabilidade das rochas, com risco de colapso. A escolha pelo túnel considera, ainda, o menor impacto ambiental e paisagístico e o custo de manutenção ao longo do tempo.
A proposta também prevê que o trânsito não precise ser interrompido durante a execução da obra. Atualmente, medidas como a instalação de barreiras de contenção e a restrição à circulação de veículos pesados são adotadas para reduzir os riscos no local. Esta é a segunda tentativa de licitação para a obra.
Um primeiro processo foi realizado em 2026, mas não teve vencedor. A única empresa que apresentou proposta foi inabilitada por não cumprir os requisitos de qualificação econômico-financeira previstos no edital. O novo edital, com informações sobre o processo, estudos técnicos e relatório do anteprojeto, está disponível no site da Sinfra-MT.
Entenda o caso Consórcio recorreu após ser desclassificado de licitação para o Portão do Inferno A construção de um túnel na região do Portão do Inferno, na MT-251, foi escolhida pelo governo de Mato Grosso após quase dois anos de preocupação com o risco de queda de rochas sobre a pista. Em junho de 2025, o governo mudou o projeto inicial, que previa retirar cerca de 180 mil metros cúbicos de rochas dos paredões. Pesquisadores e entidades ambientais alertaram para os possíveis danos à natureza e os riscos da obra.
Na época, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que estudos identificaram problemas que colocavam em dúvida a segurança da retirada das rochas. Quatro meses depois, o governo anunciou a construção de um túnel como alternativa. Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal encerrou uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), que pedia a suspensão da obra inicial.
O processo foi aberto em outubro de 2024 e apontava possíveis irregularidades, como problemas no licenciamento ambiental, na avaliação dos riscos da obra e na falta de consulta ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo a Justiça, como o projeto foi alterado, a ação perdeu a finalidade.
