Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine uma apuração imediata e rigorosa dos fatos que atingem o tribunal. Em uma manifestação dirigida a Fachin divulgada nesta segunda-feira (7), os signatários classificam o momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo.

Eles afirmam que os fatos divulgados vêm comprometendo o prestígio e a autoridade da Corte, a confiança da população e até a estabilidade das instituições democráticas. O documento reúne nomes como Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber. Os ministros aposentados manifestam “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin na condução do tribunal.

"Sr. Ministro Presidente, Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V.

Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas", , afirmam os ministros aposentados na carta enviada a Fachin.

Agora no g1 Os signatários também expressam a convicção de que o presidente do STF convocará a sessão com urgência para que o plenário determine a investigação, com respeito ao devido processo legal, o cumprimento das regras e garantias previstas para uma apuração. O texto não cita nominalmente ministros envolvidos nem especifica quais episódios devem ser investigados. A manifestação também não pede o afastamento de integrantes da Corte.

Veja quem assina a manifestação: Néri da Silveira; Francisco Rezek; Sydney Sanches; Celso de Mello; Carlos Velloso; Ilmar Galvão; Nelson Jobim; Ellen Gracie; Cezar Peluso; Ayres Britto; Joaquim Barbosa; Eros Grau; Rosa Weber. Edson Fachin na abertura dos trabalhos do segundo semestre no STF Gustavo Moreno/STF