Os seis candidatos à Presidência da República mais bem posicionados nas pesquisas de intenção querem fazer parcerias com países vizinhos para tentar combater o crime organizado nas regiões de fronteiras e investir em tecnologia. Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) apresentaram as propostas para a área ao registrarem suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O tema da segurança pública está entre as principais preocupações da população, segundo pesquisas de opinião, e os candidatos ao Planalto defendem que, para que o combate seja mais efetivo, haja atuação das autoridades federais nas fronteiras, agindo em parceria com autoridades de outros países. Em julho deste ano, por exemplo, deflagrou uma operação contra suspeitos de atuar no tráfico de pessoas na fronteira entre o Brasil e a Guiana.
Agora no g1 Em junho, uma outra operação da PF levou à prisão de suspeitos de contrabandear combustível na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Também em junho, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 26 fuzis, 16 pistolas e milhares de munições durante uma operação na região oeste do Paraná, perto da fronteira com o Paraguai. O caminhão com a carga, segundo as investigações, havia saído da Argentina com destino a Minas Gerais.
Nesse cenário, os candidatos à Presidência defendem em seus planos de governo ser necessário adotar medidas focadas nas fronteiras para evitar que integrantes do crime organizado continuem atuando nessas áreas. Veja abaixo três propostas de cada candidato Lula (PT): patrulhamento fluvial e aéreo pelas Forças Armadas; investimentos em radares, drones, sensores e imagens de satélite; cooperação internacional com países vizinhos.
Flávio Bolsonaro (PL): criação do Sistema Nacional de Fronteiras (Exército, Marinha e Aeronáutica); investir em inteligência e tecnologia para atuação de militares nas fronteiras; ampliar cooperação com países vizinhos contra crimes ambientais transfronteiriços.
Ronaldo Caiado (PSD): criação do Comando Nacional de Fronteiras (Forças Armadas, PF, PRF e forças estaduais); investir em tecnologias como inteligência artificial e aeronaves pilotadas remotamente; cooperação com países limítrofes para garantir o enfrentamento às organizações criminosas.
Renan Santos (Missão): criação do “Pacto interamericano contra o crime organizado, liderado pelo Brasil”; criação do Centro de Operações Central na América Latina; criação de um tribunal internacional especializado em criminalidade transnacional. Romeu Zema (Novo): coordenar com EUA e países sul-americanos o combate a facções terroristas; compartilhar inteligência com esses países; atuar de forma conjunta contra redes financeiras e operacionais que atravessam fronteiras.
Augusto Cury (Avante): fortalecer a cooperação com organismos internacionais; fortalecer a cooperação com países vizinhos; combater o tráfico internacional, crimes financeiros, terrorismo, lavagem de dinheiro e organizações criminosas transnacionais.
