Candidato a deputado estadual Jerson Domingos Wagner Guimarães/ALMS O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizará o reprocessamento da totalização dos votos do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 para os cargos de deputado estadual e deputado federal. O procedimento ocorre após a candidatura de Jerson Domingos ser indeferida.
Em julgamento realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu provimento, por unanimidade, a um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e reformou a decisão anterior do TRE-MS, que havia permitido a candidatura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Com o indeferimento, os votos recebidos por Jerson Domingos serão anulados para fins de totalização, conforme as regras da legislação eleitoral.
A medida exige o recálculo do resultado da eleição para os cargos proporcionais e pode alterar a distribuição de vagas entre partidos e federações, além da ordem de suplência para deputado estadual e deputado federal. O reprocessamento será realizado no plenário do prédio-sede do TRE-MS, em Campo Grande, a partir das 16h30 do dia 21 de outubro, em cumprimento à decisão do TSE. Ao final do procedimento, será emitido o relatório Resultado da Totalização, que será anexado ao processo de Apuração de Eleição.
A sessão poderá ser acompanhada por representantes de partidos políticos e federações partidárias, pelo Ministério Público Eleitoral e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Agora no g1 Por que Jerson Domingos teve a candidatura indeferida? O pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral apontou a suposta participação de Jerson Domingos em uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Omertà.
Segundo o documento, ele foi denunciado e responde a um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson foi apontado como uma das pessoas que teriam praticado o crime de impedimento ou embaraço à investigação de organização criminosa, em sua forma majorada.
A Procuradoria Eleitoral sustentou que o pedido de impugnação buscava proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas. Candidatura de Jamilson Name ainda será julgada Outro candidato que teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral foi Jamilson Name (PP). Até o momento informado no processo, o pedido de impugnação ainda será julgado, e a data da análise não havia sido definida.
No caso de Jamilson, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto afirma que o candidato é réu em um processo relacionado à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Segundo a Procuradoria, Jamilson responde por crimes como organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
O documento também aponta que, após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho, Jamilson teria ganhado espaço no grupo investigado e passado a exercer maior liderança na exploração ilegal do jogo do bicho, conforme a acusação. Com base nos desdobramentos da Operação Omertà, o Ministério Público Eleitoral pede que seja reconhecida a inelegibilidade do candidato. A Procuradoria também menciona uma condenação de Jamilson na sexta fase da operação.
Segundo o órgão, ele recebeu pena de oito anos de prisão e 26 dias-multa por integrar organização criminosa armada. A sentença, no entanto, ainda é alvo de recurso. O TRE-MS informou que a cerimônia de recontagem também poderá considerar eventuais decisões posteriores do TSE, proferidas até o horário previsto para o procedimento.
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